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Materiais apreendidos durante a Operação Lívia, que investiga a morte de uma adolescente em Naviraí (Foto: Polícia Civil)
Por: Editorial | 25/09/2026 14:59
Os cinco adolescentes investigados pela morte de Lívia Cioca Ferreira, de 13 anos, em Naviraí, continuarão em liberdade, mas terão de cumprir uma série de medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre as obrigações está o acompanhamento psicológico e psiquiátrico obrigatório durante o andamento do processo. A decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul após o Ministério Público pedir a reinternação dos adolescentes.
O desembargador Waldir Marques, da 1ª Câmara Criminal do TJMS, entendeu que não havia, naquele momento, elementos suficientes para restabelecer a internação provisória depois do encerramento do prazo legal de 45 dias. Com isso, permanece a decisão de primeira instância que permitiu a liberação dos adolescentes sob condições específicas.
Entre as medidas impostas está a obrigação de realizar acompanhamento psicológico e psiquiátrico, pela rede pública ou particular, com apresentação mensal de comprovantes de comparecimento à Justiça.
Os adolescentes também estão proibidos de acessar a internet por qualquer dispositivo, com exceção de situações relacionadas a videoconferências e compromissos judiciais. A fiscalização ficará a cargo da polícia responsável pela região onde cada um reside.
A decisão ainda autoriza os policiais a verificarem aparelhos eletrônicos utilizados pelos investigados. Eles também não podem manter contato entre si, com um adulto citado no processo ou com vítimas, testemunhas e outras pessoas envolvidas na apuração.
Outra determinação exige a comprovação mensal de matrícula e frequência escolar, além da atualização dos endereços. Os adolescentes também não podem deixar o local onde moram sem autorização judicial.
Caso Lívia
A investigação começou após a morte da adolescente de 13 anos, em julho, durante uma transmissão ao vivo pela plataforma Discord. A partir da apuração, a Polícia Civil identificou indícios de uma possível rede envolvendo outros adolescentes e passou a investigar as interações digitais relacionadas ao caso.
Na primeira fase da Operação Lívia, realizada em agosto, um adulto foi preso e cinco adolescentes foram apreendidos. Segundo a Polícia Civil, a investigação apontou o uso de mecanismos de chantagem, manipulação e coerção psicológica contra adolescentes em situação de vulnerabilidade.
Em setembro, uma segunda etapa da operação foi realizada a partir da análise de celulares, computadores e outros materiais recolhidos anteriormente. A nova fase levou à identificação de mais seis adolescentes e resultou em medidas judiciais em diferentes estados e no Distrito Federal.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul recorreu para tentar restabelecer a internação dos cinco adolescentes, mas a Justiça manteve a liberdade condicionada ao cumprimento das medidas cautelares. Com informações: Campo Grande News
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