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Criança foi retirada da convivência com o pai após denúncia de maus-tratos e intervenção do Conselho Tutelar (Foto: Ilustrativa/Metrópoles)
Por: Editorial | 25/09/2026 16:57
Um homem foi condenado a 5 meses e 5 dias de detenção por maus-tratos contra o próprio filho, de 11 anos, no interior de São Paulo. A decisão foi proferida nesta sexta-feira (25) pela 1ª Vara Criminal de Sertãozinho e reúne episódios de violência física, abandono e exploração da criança.
Segundo o processo, os abusos começaram depois que o pai assumiu a guarda do menino, quando ele tinha 10 anos. A criança havia perdido a mãe e vivia com a avó materna em Pernambuco antes de ser levada para São Paulo.
As agressões teriam ocorrido ao longo de aproximadamente um ano e quatro meses, durante períodos em que pai e filho moraram em Jaboticabal, Guariba e Barrinha. Conforme os autos, o homem utilizava objetos como mangueira de fogão, pedaços de madeira e chinelos, além das próprias mãos, para castigar o filho.
Em um dos episódios relatados na investigação, o menino teria tentado impedir que o pai agredisse um cachorro e acabou levando um tapa que o fez perder a consciência. O processo também aponta que o homem teria apresentado comportamento agressivo em outros relacionamentos.
Além das agressões físicas, a criança teria sido submetida a situações de abandono. De acordo com a investigação, quando fazia uso de álcool e drogas, o pai expulsava o menino de casa, obrigando-o a procurar abrigo com vizinhos ou até dormir na rua.
O homem também teria vendido objetos da residência e pertences do próprio filho, incluindo um celular e uma bicicleta. A criança, segundo os autos, era responsável por tarefas domésticas consideradas excessivas para sua idade, como limpar a casa, preparar a própria comida e lavar as roupas de trabalho do pai.
O menino também apresentava problemas de saúde relacionados às condições em que vivia. Em atendimentos médicos, teria sido diagnosticado com sarna e abscesso cutâneo.
O caso veio à tona após uma denúncia feita no ambiente escolar. Em 4 de julho, o Conselho Tutelar interveio e encaminhou a criança inicialmente para um acolhimento institucional. Posteriormente, o menino passou a ficar sob os cuidados de uma tia.
A condenação foi determinada pela Justiça após a análise dos fatos relatados no processo. O caso envolve crimes relacionados a maus-tratos contra criança e reúne episódios ocorridos em diferentes municípios do interior paulista. Com informações: Metrópoles
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