|
Hoje é Sábado, 26 de Setembro de 2026.
Carga de 326 quilos de cocaína apreendida em operação da PRF e do Dracco teria sido alvo de negociação após chegar à Denar (Foto: Reprodução)
Por: Editorial | 26/09/2026 07:46
Uma carga de 326 quilos de cocaína apreendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pelo Dracco teria entrado na mira de policiais investigados por desvio de drogas apenas 48 minutos depois de chegar à Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), em Campo Grande. A informação consta em relatório do Gaeco, que apura um suposto esquema envolvendo agentes de segurança e traficantes.
A apreensão ocorreu em 14 de dezembro de 2022, durante uma abordagem na Avenida Gunter Hans. Segundo a investigação, os policiais encontraram 300 invólucros de cloridrato de cocaína escondidos em um compartimento oculto de um veículo. Após a pesagem e os procedimentos periciais, a carga totalizou 326 quilos e foi encaminhada para a Denar.
De acordo com o relatório citado pelo Campo Grande News, o entorpecente chegou à delegacia às 13h04. Às 13h52, uma conversa entre um suposto comprador e um intermediário já fazia referência à droga recém-chegada. Para o Gaeco, o diálogo seria um indício de que parte da carga poderia ser retirada da custódia oficial para ser revendida.
Outro elemento utilizado pelos investigadores para relacionar a negociação à apreensão é a identificação dos tabletes. Parte da cocaína apreendida apresentava a inscrição “BUGATTI”. Dias depois, uma fotografia enviada em uma conversa mostrava um pacote com a mesma marca, segundo o relatório.
As mensagens também mencionariam a negociação de aproximadamente 40 quilos. Em outro trecho, o intermediário teria falado sobre obter lucro com a venda e posteriormente acertar pagamentos com os supostos fornecedores. O Gaeco interpreta as conversas como evidências de uma articulação para retirar a droga da delegacia e reinseri-la no mercado ilegal.
A investigação aponta ainda que os pagamentos relacionados às negociações seriam feitos principalmente em dinheiro. Em determinado momento, um dos envolvidos teria enviado imagens de maços de cédulas para demonstrar que possuía recursos disponíveis.
O caso faz parte da Operação Infiltrados, deflagrada pelo Gaeco em setembro de 2026 para investigar suspeitas de desvio e comercialização de drogas apreendidas por agentes públicos. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o esquema investigado teria ocorrido por meio da omissão de parte dos entorpecentes nos registros oficiais ou pela retirada de drogas diretamente de depósitos de delegacias.
As suspeitas ainda são objeto de investigação e não representam condenação dos agentes mencionados. A defesa dos investigados terá direito de apresentar sua versão e contestar as acusações durante o processo. Com informações: Campo Grande News
Divulgue sua marca conosco!
Sua empresa quer mais visibilidade e alcance de público? Entre em contato e anuncie conosco.
WhatsApp: (67) 2102-1069 Fixo (67) 2102-1089
Leve sua marca mais longe e conquiste novos clientes! 
