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‘Doença do jardineiro’ já infectou gatos e humano em Campo Grande em 2026


Capital confirmou seis casos de esporotricose em felinos e um em pessoa neste ano; doença pode ser transmitida por arranhões e mordidas de gatos infectados.
Gato com lesões provocadas pela esporotricose, doença que também pode afetar seres humanos (Foto: Divulgação/Sociedade Brasileira de Dermatologia/Prefeitura de Caraguatatuba) Por: Editorial | 26/09/2026 09:49

Campo Grande registrou, em 2026, seis casos de esporotricose em gatos e uma ocorrência da doença em humano. Os dados são da Prefeitura de Campo Grande e chamam atenção para uma infecção conhecida popularmente como “doença do jardineiro”, que pode afetar animais e pessoas.

A esporotricose é provocada por fungos do gênero Sporothrix, encontrados naturalmente no solo, em plantas, espinhos, galhos e materiais orgânicos em decomposição. A infecção pode ocorrer pelo contato com esses materiais, mas os gatos têm papel importante na transmissão para seres humanos quando estão contaminados.

Animais infectados podem carregar o fungo nas patas e nas unhas após contato com ambientes contaminados. Arranhões e mordidas são formas de transmissão, principalmente quando o gato apresenta a doença. A infecção também pode ocorrer diretamente pelo contato da pele com terra, madeira, espinhos ou vegetação contaminada.

Nos gatos, os sinais mais comuns incluem feridas profundas que demoram a cicatrizar, principalmente na região da cabeça, nariz e orelhas. As lesões podem apresentar inchaço e secreção. Diante desses sintomas, a recomendação é procurar atendimento veterinário e evitar manipular o animal sem proteção.

Em seres humanos, a doença pode provocar pequenas lesões ou caroços avermelhados na pele, que podem evoluir e apresentar dificuldade de cicatrização. Também podem surgir ínguas próximas ao local afetado. O diagnóstico deve ser feito por profissional de saúde, com confirmação laboratorial ou avaliação clínica e epidemiológica, conforme o caso.

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) orienta que animais com suspeita de esporotricose não sejam abandonados nem tratados por conta própria. O ideal é evitar o contato direto, utilizar luvas para manuseá-los, mantê-los separados de outros animais e procurar um veterinário ou o próprio CCZ.

Caso uma pessoa seja mordida ou arranhada por um animal suspeito de estar infectado, a orientação é lavar imediatamente o local com água e sabão e procurar uma unidade de saúde para receber avaliação e orientação adequada.

A prevenção inclui manter gatos dentro de casa, utilizar telas para evitar fugas e reduzir o contato com animais desconhecidos. Para pessoas que trabalham com terra, plantas ou materiais orgânicos, o uso de luvas e calçados adequados também ajuda a diminuir o risco de exposição.

Apesar de exigir tratamento prolongado, a esporotricose tem cura. O acompanhamento correto é importante tanto para o animal quanto para a pessoa infectada, além de ajudar a interromper a cadeia de transmissão. Com informações: Prefeitura de Caraguatatuba

 

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