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Pai e madrasta são indiciados pela morte de menino de 3 anos no Tocantins


Investigação da Polícia Civil aponta suspeitas de violência contra a criança e alteração da cena da morte; casal já estava preso desde agosto.
Investigação apura as circunstâncias da morte de menino de 3 anos ocorrida em Palmas, no Tocantins (Foto: Reprodução) Por: Editorial | 28/09/2026 15:40

A Polícia Civil do Tocantins concluiu a investigação sobre a morte de um menino de 3 anos, ocorrida em Palmas, e indiciou o pai e a madrasta da criança. Os dois já estavam presos desde agosto, quando o caso passou a ser investigado pelas autoridades.

Segundo a investigação, o pai foi indiciado por vicaricídio, estupro de vulnerável, tortura e fraude processual. A madrasta deverá responder por vicaricídio e fraude processual. As conclusões foram apresentadas pela Polícia Civil nesta segunda-feira (28).

De acordo com o inquérito, a sequência de acontecimentos teria começado após a criança entrar em uma piscina. Em depoimento, o pai afirmou inicialmente que o menino havia se afogado, sido retirado da água e posteriormente colocado para dormir. A versão apresentada, porém, teria sido contrariada pelos exames periciais realizados durante a investigação.

Conforme informações divulgadas pela polícia, os laudos apontaram sinais de violência e lesões internas. O documento relacionado à causa da morte indicou choque hemorrágico, hemorragia interna, lacerações intestinais e anais, além de violência sexual.

A investigação também aponta que o corpo da criança teria sido movimentado após a morte com o objetivo de modificar a aparência da cena. Segundo o delegado responsável pelo caso, a intenção seria fazer parecer que o menino havia falecido enquanto dormia.

Outro ponto levantado pelos investigadores foi a possibilidade de que a morte tenha ocorrido como forma de provocar sofrimento à mãe da criança. O enquadramento por vicaricídio está relacionado a situações em que um filho ou outra pessoa ligada a uma mulher é vítima de homicídio com a finalidade de puni-la, controlá-la ou causar sofrimento.

O caso começou a ser apurado depois que a morte da criança foi comunicada às autoridades, em 3 de agosto. Na ocasião, o pai teria relatado que o menino havia sofrido um afogamento na piscina e morrido posteriormente. A investigação, contudo, encontrou elementos que levaram os policiais a questionar essa versão.

Durante o trabalho investigativo, também foram analisados relatos e registros relacionados à convivência da criança com o pai. Segundo informações divulgadas no decorrer da apuração, havia registros anteriores de conflitos entre os adultos envolvidos.

A defesa dos indiciados foi procurada para comentar as conclusões da investigação, mas não havia apresentado manifestação até a publicação das informações consultadas. A Polícia Civil encaminhou o resultado do inquérito às autoridades competentes, que deverão dar prosseguimento ao caso. Com informações: Metrópoles/ UOL

 

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