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Hoje é Terça-feira, 29 de Setembro de 2026.
Viatura da Polícia Civil durante cumprimento de mandados da Operação Cashback contra grupo investigado por fraude eletrônica (Foto: Divulgação)
Por: Editorial | 29/09/2026 13:40
A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos de Mato Grosso do Sul (DERCC) deflagrou nesta terça-feira (29) a Operação Cashback, que investiga um grupo suspeito de aplicar golpes com a promessa de renda extra pela internet. A ação cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em São Paulo (SP), Anápolis (GO) e Santo Antônio do Descoberto (GO).
As investigações começaram depois que uma vítima de Mato Grosso do Sul procurou a polícia após sofrer prejuízo superior a R$ 60 mil. Segundo a apuração, os suspeitos ofereciam ganhos financeiros em uma plataforma digital que supostamente remunerava usuários pela validação de produtos.
No início, a vítima recebia pequenas comissões após realizar depósitos, estratégia utilizada para transmitir credibilidade ao esquema. Depois, os responsáveis pela plataforma passaram a exigir novos pagamentos, apresentados como recargas ou taxas necessárias para liberar valores.
Acreditando na possibilidade de recuperar o dinheiro e aumentar os ganhos, a vítima realizou mais de 20 transferências bancárias antes de perceber que se tratava de uma fraude e procurar as autoridades.
De acordo com a investigação, o grupo teria utilizado diferentes recursos para dificultar o rastreamento das movimentações financeiras, entre eles criptomoedas, empresas de fachada, sites próprios e aplicativos de mensagens com recursos de criptografia.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos. O material deverá ser analisado para auxiliar na identificação de outros possíveis envolvidos e esclarecer a movimentação dos valores.
Os investigados são apurados pelos crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais. Conforme a polícia, em caso de condenação, as penas previstas para os crimes investigados podem resultar em períodos de reclusão que, somados, variam de 8 a 21 anos.
O nome da operação faz referência ao chamado cashback, estratégia utilizada no início do golpe para simular o pagamento de comissões às vítimas e estimular novos depósitos. Com informações: Aconteceu MS
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