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Operação investiga possível vazamento de informações sigilosas durante ação contra grupo suspeito de desvio de drogas em Mato Grosso do Sul (Foto: IA/ Divulgação)
Por: Editorial | 29/09/2026 16:19
Um advogado foi preso temporariamente nesta terça-feira (29), em Campo Grande, durante a segunda fase da Operação Infiltrados, batizada de Operação Obstructio. A investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) apura a suspeita de que informações sigilosas sobre a ação policial tenham sido repassadas antes do cumprimento das medidas judiciais.
Além da prisão, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao investigado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), há elementos que apontam para uma possível comunicação antecipada sobre a operação, o que teria criado obstáculos para o andamento das diligências.
A nova fase surgiu a partir de fatos observados durante a primeira etapa da Operação Infiltrados, deflagrada na quinta-feira (24). Na ocasião, o Gaeco cumpriu dezenas de mandados contra policiais e outras pessoas investigadas por um esquema relacionado ao desvio de drogas apreendidas pelas forças de segurança.
De acordo com as investigações, parte dos entorpecentes apreendidos teria sido retirada dos registros oficiais ou desviada de depósitos de delegacias para, posteriormente, ser repassada a traficantes. O caso também envolve suspeitas de uso indevido de sistemas de inteligência e de movimentações financeiras relacionadas ao esquema.
A defesa do advogado nega que tenha ocorrido vazamento de informações. Segundo a representação jurídica, ele não tinha conhecimento prévio da operação e chegou a disponibilizar o celular para análise. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanhou o cumprimento das medidas em razão das prerrogativas profissionais do investigado.
A investigação da Operação Obstructio continua para esclarecer a origem das informações, identificar quem teve acesso aos dados sigilosos e verificar de que maneira o possível repasse teria interferido no cumprimento das medidas determinadas pela Justiça. Com informações: Dourados Agora
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