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Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, em Campo Grande, onde o caso de importunação sexual foi registrado (Foto: Juliano Almeida)
Por: Editorial | 30/09/2026 09:56
Uma entregadora de 27 anos denunciou ter sido vítima de importunação sexual após realizar uma entrega no Jardim Colibri, em Campo Grande, na manhã desta terça-feira (30). O suspeito, de 50 anos, foi localizado e preso em um bar após a vítima acionar a Polícia Militar.
Segundo o registro policial, a mulher foi até a residência indicada para fazer uma entrega, mas o homem não estava no endereço. Após contato por telefone, ela foi informada de que ele estava nas proximidades e foi até o local para concluir a entrega.
Depois que recebeu o pedido, o suspeito teria se aproximado da vítima enquanto ela estava de costas e abaixada para mexer no afogador da motocicleta. Nesse momento, conforme o relato, ele teria passado a mão nas nádegas da entregadora, deslizando o toque pela perna.
A mulher reagiu imediatamente, questionou o comportamento do homem e deixou o local em busca de ajuda. Ainda segundo o boletim, depois do episódio o suspeito passou a fazer ligações e enviar mensagens e áudios pelo WhatsApp, mantendo o contato sem consentimento.
A vítima apresentou aos policiais parte das gravações enviadas pelo homem. Em uma delas, segundo o registro, ele teria feito comentários de cunho sexual e a convidado para beber em um bar localizado nas proximidades de uma escola.
A mulher aguardou a chegada da equipe policial em uma rua próxima e informou aos militares as características do suspeito e o local onde ele estaria. Os policiais foram até o estabelecimento e fizeram a abordagem.
Conforme o boletim, o homem teria desobedecido às ordens dos agentes e se alterado durante a abordagem, sendo necessário o uso de força moderada para contê-lo e algemá-lo.
Após a prisão, o diretor de uma escola próxima procurou os policiais e relatou que o mesmo homem também teria importunado uma professora da instituição durante o horário de saída. O registro não apresenta outros detalhes sobre essa segunda denúncia.
Durante o encaminhamento para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), o suspeito também teria feito ameaças e intimidado os policiais. As algemas foram mantidas durante o trajeto, segundo o registro, para preservar a segurança da equipe e do próprio conduzido.
Na delegacia, uma mulher que teria presenciado o episódio contou aos policiais que tentou defender a entregadora no momento do assédio. Ela também prestou declarações e informou que pretende representar criminalmente contra o suspeito.
O caso foi registrado como importunação sexual, desacato e resistência e será investigado pelas autoridades. Com informações: Caarapó News
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