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Polícia Civil e Ministério Público cumpriram mandados de busca e apreensão durante a Operação Amparo, em Nova Andradina (Foto: Divulgação/PCMS)
Por: Editorial | 30/09/2026 15:02
A Polícia Civil e o Ministério Público de Mato Grosso do Sul deflagraram nesta quarta-feira (30) a Operação Amparo para investigar denúncias de possíveis maus-tratos, tortura e omissão na comunicação de casos de violência contra crianças em uma creche particular de Nova Andradina.
A ação foi coordenada pela 1ª Delegacia de Polícia de Nova Andradina e pelas 2ª e 3ª Promotorias de Justiça, com apoio da Polícia Militar e da Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos do MPMS. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão no estabelecimento e em endereços ligados às investigadas. A Justiça também determinou a suspensão das atividades do local como medida de proteção às crianças.
As investigações começaram após autoridades receberem informações sobre possíveis agressões envolvendo crianças atendidas no estabelecimento. Ao longo da apuração, foram ouvidas formalmente 30 pessoas, entre mães, ex-funcionárias e outras testemunhas que teriam conhecimento dos fatos.
Além dos depoimentos, os investigadores reuniram fotografias, vídeos e outros elementos que serão analisados. Entre os relatos estão alegações de castigos físicos e situações que poderiam ter provocado sofrimento psicológico às crianças.
Um dos vídeos analisados mostra, aparentemente, a responsável pelo estabelecimento utilizando um borrifador contra uma criança e determinando que ela dormisse. O conteúdo colocado no recipiente ainda é objeto de investigação, assim como as demais circunstâncias registradas no material.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam dois aparelhos celulares, documentos e outros materiais que poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos. Os objetos serão submetidos à análise no decorrer da investigação.
A Justiça autorizou ainda a suspensão das atividades da proprietária como cuidadora de crianças, tanto no estabelecimento quanto em sua residência, até o encerramento das apurações. As medidas foram solicitadas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil e deferidas pela Justiça de Nova Andradina.
A operação recebeu o nome de “Amparo” em referência à proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade. As autoridades informaram que a investigação continua e que os elementos reunidos ainda serão analisados para esclarecer as denúncias e eventual responsabilidade dos envolvidos. Com informações: Dourados News/ PCMS
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