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Morre aos 5 anos Elis, uma das gêmeas brasileiras com síndrome rara de envelhecimento precoce


Menina foi diagnosticada com progéria, doença genética extremamente rara, e ficou conhecida nas redes sociais ao lado da irmã gêmea, Eloá.
Elis Lima Carneiro, de 5 anos, morreu em Boa Vista nesta quarta-feira (30). A menina era uma das gêmeas diagnosticadas com progéria e ficou conhecida nas redes sociais ao lado da irmã Eloá. (Foto: Reprodução/Instagram) Por: Editorial | 01/10/2026 15:18

Uma história acompanhada por mais de 1 milhão de pessoas nas redes sociais chegou ao fim nesta quarta-feira (30), com a morte de Elis Lima Carneiro, de 5 anos, em Boa Vista, Roraima. A menina era uma das gêmeas brasileiras diagnosticadas com a síndrome de Hutchinson-Gilford, conhecida como progéria, uma condição genética rara associada ao envelhecimento acelerado das células.

A confirmação foi feita pela família nas redes sociais. Guilherme Lago, irmão mais velho das meninas, comunicou o falecimento e compartilhou uma mensagem de despedida. Segundo os familiares, Elis enfrentou diferentes desafios relacionados à doença ao longo da infância e era acompanhada de perto por milhares de pessoas que conheceram sua trajetória pela internet.

Elis e a irmã gêmea, Eloá, passaram a receber atenção nacional depois que a história das duas começou a ser divulgada. A família utilizava as redes sociais para mostrar momentos da rotina das meninas, falar sobre a condição rara e compartilhar os desafios enfrentados durante o acompanhamento médico. O perfil das gêmeas chegou a reunir cerca de 1,3 milhão de seguidores.

De acordo com informações divulgadas pela família e pela imprensa, os primeiros sinais da condição apareceram ainda nos primeiros meses de vida. Alterações na pele e queda de cabelo chamaram a atenção dos familiares, que buscaram atendimento médico e realizaram exames até chegar ao diagnóstico.

A progéria de Hutchinson-Gilford é uma doença genética extremamente rara relacionada a alterações no gene LMNA. A condição provoca produção anormal de uma proteína chamada progerina, que interfere no funcionamento das células e está associada a características de envelhecimento precoce. Entre as manifestações descritas estão alterações no crescimento, perda de cabelo, mudanças na pele e redução da gordura corporal.

A doença também pode aumentar o risco de complicações cardiovasculares. Atualmente, não existe cura para a progéria, mas o acompanhamento médico e tratamentos específicos podem ser utilizados para controlar complicações e oferecer melhores condições de qualidade de vida aos pacientes.

A causa da morte de Elis não havia sido divulgada pela família até a publicação das informações. A despedida compartilhada pelos familiares destacou o carinho recebido ao longo dos anos e a importância da menina para aqueles que acompanharam sua trajetória.

A irmã gêmea, Eloá, continua sendo acompanhada pela família. A história das duas ganhou repercussão justamente por reunir um caso raro e pela forma como os familiares transformaram as redes sociais em um espaço para compartilhar informações, buscar apoio e aproximar pessoas interessadas em doenças raras. 

 

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