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Novas regras permitem que doadores regulares com 70 anos ou mais continuem doando sangue após avaliação clínica. (Foto: Agência Brasil)
Por: Editorial | 02/10/2026 09:17
Pessoas com 70 anos ou mais que já são doadoras regulares agora podem continuar contribuindo com os estoques de sangue no Brasil, desde que estejam em boas condições de saúde e sejam consideradas aptas após avaliação do serviço de hemoterapia. A mudança entrou em vigor nesta quarta-feira (30), com a atualização das regras nacionais para doação de sangue.
A alteração foi estabelecida pela Portaria GM/MS nº 11.685/2026, publicada pelo Ministério da Saúde. Até então, mesmo os doadores habituais precisavam interromper as doações ao completar 70 anos. Com a nova regulamentação, deixa de existir uma idade máxima para quem já doava regularmente, desde que sejam respeitados os critérios médicos e os intervalos determinados para essa faixa etária.
A medida faz parte de uma atualização mais ampla das normas de hemoterapia. O objetivo, segundo o Ministério da Saúde, é adequar os critérios de aptidão aos avanços na área, reforçar a segurança das transfusões e melhorar a rastreabilidade das bolsas de sangue.
Entre as mudanças, também foram reduzidos alguns períodos de impedimento temporário para doação. Pessoas que passaram por endoscopia ou utilizaram anabolizantes sem prescrição médica, por exemplo, terão de aguardar quatro meses, em vez dos seis meses previstos anteriormente.
Para quem fez tatuagem, maquiagem definitiva ou determinados procedimentos estéticos, como aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento, a doação poderá ocorrer após sete dias, desde que o procedimento tenha sido realizado em local que siga as normas de segurança. Quando não for possível comprovar essas condições, o prazo passa a ser de quatro meses.
Outra mudança envolve pessoas que tiveram contato com regiões de risco para malária. O novo regulamento prevê a realização obrigatória do teste para a doença na triagem do sangue. Com isso, o período de impedimento para quem esteve em áreas endêmicas ou teve exposição em mata, bosque ou floresta passa a ser de 30 dias em determinadas situações, em vez de poder chegar a 12 meses.
O novo sistema também adota o padrão internacional ISBT 128 para identificação de bolsas e amostras, ampliando a possibilidade de rastrear o sangue desde a coleta até a transfusão ou o encaminhamento do plasma para a produção de medicamentos.
A validade do concentrado de plaquetas também poderá ser ampliada de cinco para até sete dias, desde que sejam cumpridos os controles de qualidade exigidos. A mudança pode contribuir para um melhor aproveitamento desse componente utilizado em diferentes tratamentos e situações clínicas.
Para realizar a doação, o candidato precisa passar pela triagem do serviço de hemoterapia e atender aos critérios estabelecidos. Entre as exigências estão estar em boas condições de saúde, pesar pelo menos 50 quilos, estar descansado e alimentado e apresentar documento oficial com foto. Adolescentes a partir dos 16 anos também podem se candidatar, mediante autorização do responsável legal. Com informações: Agência Brasil
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