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Colheita de milho em Mato Grosso do Sul; comercialização da segunda safra chegou a 51% até o fim de setembro. (Foto: Arquivo/Aprosoja)
Por: Editorial | 03/10/2026 07:43
O mercado de grãos de Mato Grosso do Sul chegou ao fim de setembro com ritmos bastante diferentes entre soja e milho. Enquanto a comercialização da soja alcançou 91% da safra 2025/2026, as negociações do milho de segunda safra chegaram a 51% da produção. Os dados são da Granos Corretora e mostram uma diferença de 40 pontos percentuais entre as duas culturas.
Na soja, o percentual comercializado supera em 1,5 ponto percentual o registrado no mesmo período da safra anterior. O desempenho ocorre em um cenário de preços superiores aos observados no ano passado, apesar de uma pequena retração nas cotações durante a última semana de setembro.
A saca de 60 quilos da soja encerrou o dia 28 com valor médio de R$ 146,06 em Mato Grosso do Sul, queda de 0,55% em relação à semana anterior. Considerando a média entre os dias 21 e 28 de setembro, a cotação chegou a R$ 146,14, representando valorização nominal de 18,15% sobre os R$ 123,69 registrados no mesmo intervalo de 2025.
Entre os municípios acompanhados pelo levantamento, Campo Grande e Dourados apresentaram a maior cotação da soja, com R$ 148 por saca. Em Maracaju, o produto foi negociado a R$ 147, enquanto Ponta Porã registrou R$ 146. Já São Gabriel do Oeste apresentou a maior queda semanal, com a cotação passando de R$ 149 para R$ 145, recuo de 2,68%.
O milho, por outro lado, apresenta um ritmo de comercialização mais moderado. Até 28 de setembro, os produtores haviam negociado 51% da segunda safra, índice dois pontos percentuais inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
Apesar do ritmo menor de vendas, o preço do milho apresentou leve valorização na última semana analisada. A cotação estadual terminou o período em R$ 55 por saca, alta de 0,30%. A média entre 21 e 28 de setembro ficou em R$ 55,08, valor 7,61% superior aos R$ 51,19 registrados no mesmo período de 2025.
Nas principais praças pesquisadas, Chapadão do Sul e Dourados registraram R$ 56 por saca. Maracaju e São Gabriel do Oeste ficaram em R$ 55, enquanto Campo Grande e Sidrolândia apresentaram cotação de R$ 54. Chapadão do Sul teve a maior valorização semanal entre os municípios analisados, com alta de 1,82%.
A diferença no ritmo de comercialização entre soja e milho não foi atribuída a uma causa específica no levantamento. A análise também ressalta que as cotações divulgadas representam referências de mercado e não significam que toda a produção esteja sendo comercializada necessariamente pelos mesmos valores, já que os negócios são realizados gradualmente ao longo da safra.
No mercado futuro, entretanto, o cenário foi de baixa para as duas commodities. Em Chicago, os contratos acompanhados de soja recuaram entre 2,87% e 3,05%. O contrato com vencimento em novembro terminou cotado a US$ 12,97 por bushel, enquanto o vencimento de janeiro de 2027 fechou a US$ 13,12.
Para o milho, os contratos futuros também registraram queda. Na B3, o vencimento para janeiro de 2027 recuou 2,67%, para R$ 78,60 por saca. O contrato com vencimento em março terminou a R$ 81,02, baixa de 1,40%. Em Chicago, as perdas dos contratos analisados ficaram entre 3,19% e 3,68%.
Os números mostram um mercado em que a soja avança de forma mais acelerada na comercialização, enquanto o milho ainda mantém parcela significativa da produção disponível para futuras negociações. Ao mesmo tempo, as oscilações observadas nos mercados futuros indicam que produtores e agentes do setor seguem acompanhando atentamente o comportamento das cotações nacionais e internacionais. Com informações: Aprosoja
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