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Vídeo de cão em hotel para pets repercute em Bonito e caso é encaminhado ao Ministério Público


Proprietária afirma que tentou separar dois cães durante uma situação de emergência; tutor contesta a versão e cobra esclarecimentos sobre o episódio que terminou com a morte de um yorkshire.
Ravi, pastor-australiano de pouco mais de um ano, aparece em imagens registradas dentro de um hotel para pets em Bonito; caso foi encaminhado ao Ministério Público. (Foto: Reprodução) Por: Editorial | 06/10/2026 08:45

Imagens registradas dentro de um hotel para animais em Bonito, Mato Grosso do Sul, provocaram grande repercussão nas redes sociais e levaram o caso à análise do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. O vídeo mostra a proprietária do estabelecimento atingindo com tapas Ravi, um pastor-australiano de pouco mais de um ano que estava hospedado no local. A empresária afirma que tentava separar o animal de outro cachorro durante uma situação de emergência e nega ter praticado maus-tratos.

O episódio também terminou com a morte de Kowalski, um yorkshire que, segundo a proprietária do hotel, teria sido atacado por Ravi. A versão, entretanto, é questionada pelo tutor do pastor-australiano, Vincent Lacerda, que pede esclarecimentos sobre as circunstâncias do ocorrido.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Bonito na sexta-feira (3), depois que a Polícia Militar Ambiental recebeu denúncias acompanhadas das imagens. Inicialmente, a ocorrência foi registrada como possível caso de maus-tratos.

A mulher que aparece no vídeo foi identificada e encaminhada à delegacia para prestar esclarecimentos. Conforme a versão apresentada por ela às autoridades, os tapas ocorreram durante uma tentativa de fazer Ravi soltar o yorkshire.

Após avaliar inicialmente as imagens e as circunstâncias apresentadas, o delegado responsável entendeu que a mulher teria agido com o objetivo de separar os animais e impedir a continuidade da situação. Conforme a Polícia Civil, naquele momento não foram constatados elementos suficientes para caracterizar o crime de maus-tratos, motivo pelo qual a proprietária não foi presa.

O entendimento foi formalizado em despacho e o caso encaminhado ao Ministério Público, que poderá avaliar os elementos reunidos e decidir sobre eventuais providências.

Após a repercussão, a proprietária do estabelecimento, divulgou um vídeo apresentando sua versão. Ela afirmou que estava fora do hotel quando recebeu uma ligação da filha informando sobre uma situação envolvendo os dois cães.

Segundo a empresária, ao retornar ao estabelecimento encontrou Ravi segurando Kowalski e tentou fazer com que o pastor-australiano soltasse o animal menor. Ela reconheceu ter dado tapas no cão, mas afirmou que agiu em meio ao desespero para tentar salvar o yorkshire e negou intenção de maltratar Ravi.

A proprietária também declarou que teria encontrado dificuldades para controlar o pastor-australiano porque, segundo sua versão, o animal responderia a comandos em alemão. Kowalski morreu durante o episódio. Ela afirmou ainda ter tentado reanimá-lo e informou que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

O tutor de Ravi, por sua vez, contesta pontos dessa versão. Segundo Vincent, o cachorro frequentava o estabelecimento desde os três meses de idade e nunca havia apresentado histórico de comportamento agressivo. Ele também afirma que Ravi passou por adestramento e era acompanhado por profissionais desde filhote.

Vincent questiona ainda a alegação relacionada aos comandos utilizados com o cachorro, sustentando que a proprietária já conhecia Ravi devido ao longo período em que ele frequentava o local.

Outro ponto levantado pelo tutor envolve as circunstâncias da morte do yorkshire. Ele afirma que Ravi não apresentava marcas de sangue quando foi retirado do estabelecimento e pede que a investigação esclareça exatamente o que ocorreu entre os animais.

O tutor também relata que não teria sido comunicado pelo hotel imediatamente após o episódio. Segundo ele, tomou conhecimento da situação depois de receber as imagens de outras pessoas. Após reconhecer Ravi no vídeo, pediu que uma pessoa de confiança retirasse o cachorro do estabelecimento e o encaminhasse para atendimento veterinário.

Ainda conforme Vincent, o animal estava assustado e apresentava comportamento diferente do habitual quando deixou o hotel. Ele também relatou que Ravi estava com fome, sede e sujo. O cachorro recebeu atendimento, foi medicado e passa bem.

Com versões divergentes apresentadas pela proprietária do estabelecimento e pelo tutor de Ravi, o caso agora aguarda a análise do Ministério Público. Caberá ao órgão avaliar as informações, imagens e demais elementos encaminhados pelas autoridades para definir se haverá necessidade de novas providências. Com informações: g1

 

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