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Naviraí registra ventos de 94,7 km/h em setembro; rajadas passam de 108 km/h em MS


Boletim do Cemtec aponta extremos de vento e baixa umidade em Mato Grosso do Sul; Amambai teve a maior rajada do mês e Paranaíba registrou índice de umidade de apenas 17%.
Fortes rajadas de vento atingiram diferentes regiões de Mato Grosso do Sul em setembro; Naviraí registrou velocidade de 94,7 km/h, segundo levantamento do Cemtec. (Foto: Reprodução) Por: Editorial | 06/10/2026 14:44

Setembro foi marcado por fortes rajadas de vento, baixa umidade do ar e distribuição irregular das chuvas em Mato Grosso do Sul. Levantamento do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) mostra que as rajadas ultrapassaram 100 km/h em pontos do Estado, enquanto Naviraí apareceu entre os municípios com maiores velocidades registradas no período. 

Em Naviraí, a estação localizada na Fazenda Santa Helena do Pindó registrou rajada de 94,7 km/h. A mesma velocidade foi observada em Três Lagoas, colocando os dois pontos entre os maiores registros de setembro no Estado. 

A maior intensidade ocorreu na região de Novo Horizonte, em Amambai, onde os ventos chegaram a 108,7 km/h. O temporal provocou danos em uma estrutura utilizada para recebimento e direcionamento de grãos às margens da MS-289. Em Anaurilândia, na Fazenda Santo André, a rajada máxima alcançou 106,9 km/h. Corumbá também apareceu entre os destaques, com velocidade de 88,6 km/h na Fazenda São Cândido. Campo Grande News

O levantamento reúne medições realizadas entre os dias 1º e 30 de setembro e utiliza informações de estações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). 

Além dos ventos fortes, o mês apresentou níveis críticos de umidade em algumas regiões. Paranaíba registrou o menor índice entre os pontos avaliados, com 17%. Costa Rica e uma estação localizada em Figueirão chegaram a 18%, enquanto Cassilândia e Três Lagoas tiveram mínima de 19%. Os percentuais correspondem aos menores valores observados no mês e não representam a média diária dessas localidades. 

A falta de chuva também foi mais acentuada em parte das regiões onde o ar ficou mais seco. Costa Rica acumulou 33,2 milímetros em setembro, volume 56% inferior à referência histórica de 75,1 milímetros. Em Figueirão, foram registrados 36,2 milímetros, cerca de 52% abaixo da média esperada. Cassilândia apresentou déficit de 43%, enquanto Paranaíba ficou 12% abaixo da referência histórica. 

Para os meses de outubro, novembro e dezembro, o Cemtec aponta tendência de chuvas acima da média climatológica em Mato Grosso do Sul, com volumes de referência que variam entre 300 e 500 milímetros, dependendo da região. O período também poderá apresentar temperaturas acima dos padrões históricos. 

O boletim ainda chama atenção para a influência do El Niño, que poderá favorecer episódios de calor mais intenso e aumentar as condições para tempestades acompanhadas de rajadas de vento, descargas elétricas e eventual ocorrência de granizo. O Cemtec ressalta, entretanto, que o fenômeno não atua isoladamente e depende da interação com outros sistemas atmosféricos. Com informações: Campo Grande News

 

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