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Polícia Civil de São Paulo investiga nove homicídios com características de execução registrados em diferentes regiões da capital; até o momento, não há indícios de uma mesma autoria entre os casos. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Por: Editorial | 07/10/2026 13:38
Uma sequência de homicídios registrada em diferentes regiões da cidade de São Paulo nas últimas semanas passou a ser investigada com atenção pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Ao menos nove mortes com características de execução foram identificadas entre o início de setembro e o começo de outubro.
Os casos ganharam repercussão principalmente pelas condições em que algumas vítimas foram encontradas. Há registros de corpos abandonados dentro de sacos plásticos, envolvidos em cobertores, esquartejados, decapitados, baleados ou queimados.
A semelhança entre parte das ocorrências provocou especulações nas redes sociais sobre a possível atuação de um assassino em série. A Polícia Civil e a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, entretanto, afirmam que, até o momento, não foram encontrados elementos que indiquem uma mesma autoria ou conexão direta entre os homicídios.
Segundo a apuração, quatro casos ocorreram na Zona Leste, três na Zona Sul, um na Zona Norte e outro na Zona Oeste. Oito das nove vítimas já haviam sido identificadas. São oito homens e uma mulher.
Entre as ocorrências está a localização de um corpo amarrado e colocado dentro de sacos no Jabaquara, Zona Sul, em 5 de setembro. Dias depois, outros cadáveres foram encontrados em diferentes pontos da capital, alguns deles com sinais de violência extrema.
Em 19 de setembro, um corpo esquartejado foi localizado em um barranco no Jaçanã, na Zona Norte. Já em 27 de setembro, uma cabeça humana foi encontrada no Jardim São Luís, na Zona Sul.
Outro caso que ganhou repercussão ocorreu em 2 de outubro, quando o corpo de um homem foi encontrado dentro de um saco plástico no Parque Ecológico do Tietê, próximo ao centro de treinamento do Corinthians, na Zona Leste. A vítima estava com braços e pernas amarrados e um estojo de munição foi localizado junto ao corpo.
Apesar da forma semelhante utilizada para abandonar algumas vítimas, a polícia ressalta que isso, isoladamente, não é suficiente para estabelecer relação entre os crimes. Os métodos empregados nos homicídios, os locais e os perfis das vítimas apresentam diferenças.
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que as investigações desenvolvidas até agora não indicam atuação de um serial killer. Segundo ele, cada ocorrência apresenta características próprias e não há evidências de que os crimes tenham sido praticados pelo mesmo autor.
Entre as linhas investigadas estão vingança, desavenças, dívidas e possíveis casos de justiçamento. A Polícia Civil também verifica se alguma das mortes possui relação com integrantes de organizações criminosas.
Parte das vítimas possuía antecedentes criminais, mas a polícia destaca que cada caso é apurado individualmente e que essa informação, por si só, não determina a motivação dos assassinatos.
A Secretaria da Segurança Pública informou que todos os casos possuem inquéritos instaurados. As equipes do DHPP trabalham na identificação dos responsáveis e no esclarecimento das circunstâncias de cada homicídio.
Até o momento, a orientação oficial é de que não há elementos suficientes para tratar os assassinatos como uma série praticada por uma única pessoa. As investigações permanecem em andamento. Com informações: PCSP
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