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Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte de uma bebê de 2 meses e 13 dias em Corumbá; mãe prestou depoimento e foi liberada. (Foto: Ilustração)
Por: Editorial | 07/10/2026 15:52
A mãe da bebê de 2 meses e 13 dias que morreu nesta terça-feira (6), em Corumbá, foi liberada após prestar depoimento à Polícia Civil. A mulher, de 28 anos, permanece sob investigação enquanto as autoridades aguardam novos elementos para esclarecer as circunstâncias da morte da criança.
Segundo o delegado Fillipe Izídio, responsável pelo acompanhamento do caso, existem informações que precisam ser aprofundadas, porém, até o momento, os elementos reunidos não foram considerados suficientes para justificar uma prisão em flagrante.
A investigação trabalha com a hipótese de maus-tratos seguidos de morte, mas a Polícia Civil ressalta que essa linha ainda está sendo apurada e não representa uma conclusão sobre eventual responsabilidade da mãe.
A bebê deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Guatós por volta das 8h20, já sem sinais vitais. A equipe médica realizou procedimentos de reanimação, mas não conseguiu reverter o quadro.
Conforme o boletim de ocorrência, profissionais de saúde observaram sangramento na boca da criança e uma mancha de sangue na parte frontal do moletom, na região do tórax. Um exame de raio-X não identificou lesões corporais aparentes, resultado que, isoladamente, não permite determinar a causa da morte.
Outro ponto analisado pelos investigadores é o intervalo de tempo entre o provável momento da morte e a chegada da bebê à unidade de saúde.
Em relato prestado aos policiais, a mãe afirmou que acordou por volta das 5h para realizar tarefas domésticas enquanto a filha permanecia dormindo. Segundo sua versão, aproximadamente uma hora depois, saiu até a residência de um vizinho e, quando retornou, encontrou a criança fria e sem responder aos estímulos.
A mulher declarou que pediu ajuda e levou a filha para atendimento médico. Após ser ouvida na delegacia, ela foi liberada.
A Polícia Civil continuará reunindo depoimentos, exames e resultados periciais para determinar a causa da morte e esclarecer o que ocorreu antes de a criança ser levada à UPA. Até a conclusão das investigações, não há atribuição definitiva de responsabilidade pelo óbito. Com informações: Estado Diário
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