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Investigação da Polícia Civil do Paraná concluiu que os dois motoristas envolvidos no acidente com 23 mortes na BR-373 trafegavam acima do limite de velocidade. (Foto: Divulgação/PRF)
Por: Editorial | 07/10/2026 16:31
A Polícia Civil do Paraná concluiu nesta quarta-feira (7) o inquérito sobre o grave acidente ocorrido na BR-373, em Ipiranga, que deixou 23 mortos e cinco feridos. A tragédia aconteceu na madrugada de 19 de agosto, no km 209 da rodovia, e envolveu um caminhão e um micro-ônibus da Secretaria de Saúde de Imbituva.
Segundo a investigação, os dois motoristas tiveram condutas que contribuíram para a colisão. Como ambos morreram no acidente, não haverá responsabilização criminal, mas as conclusões do inquérito poderão ser utilizadas em eventuais ações de indenização e reparação civil.
O acidente ocorreu por volta das 3h30, quando o caminhão invadiu a pista contrária e atingiu o micro-ônibus que transportava pacientes e acompanhantes. Morreram os dois condutores e 21 passageiros do coletivo, entre eles duas crianças.
A perícia apontou que o caminhão trafegava a aproximadamente 80 km/h antes da colisão, enquanto o limite da via naquele trecho era de 60 km/h. Também foram identificadas falhas de manutenção que comprometiam a eficiência do sistema de frenagem do veículo.
Outro elemento apurado foi o uso do WhatsApp pelo motorista do caminhão cerca de 17 minutos antes do acidente. A Polícia Civil considerou essa informação relevante por indicar a possibilidade de distração, embora o momento exato da condução ainda tenha sido analisado dentro do conjunto de provas.
O micro-ônibus também trafegava acima da velocidade permitida. Dados do cronotacógrafo indicaram que o veículo estava a 101 km/h no momento da colisão, ou seja, 41 km/h acima do limite previsto para o trecho.
Um dos sobreviventes relatou aos investigadores que o coletivo havia saído de Imbituva com atraso e que o motorista conduzia de forma apressada. A informação foi considerada junto com os demais elementos técnicos reunidos no inquérito.
Os exames toxicológicos realizados nos dois motoristas deram resultado negativo para álcool e drogas.
A Polícia Civil também investigou a possibilidade de envolvimento de um terceiro veículo no acidente. A hipótese surgiu após a identificação de um caminhão prata avariado próximo ao local, mas as diligências concluíram que os danos eram anteriores e não tinham relação com a colisão.
Segundo a apuração, esse veículo permaneceu no acostamento apenas para sinalizar a rodovia e auxiliar no atendimento às vítimas.
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil detalhou as circunstâncias que contribuíram para a tragédia, incluindo velocidade, condições mecânicas e dinâmica da colisão. O material poderá ser utilizado em processos judiciais relacionados à reparação de danos às famílias das vítimas. Com informações: Obemdito/ PRF
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