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Cenipa aponta erro de pouso e excesso de peso em acidente com avião no Pantanal


Aeronave atingiu banco de areia e capotou após piloto confundir pista com área em construção; avião também estava acima do limite de peso permitido.
Aeronave com quatro pessoas a bordo atingiu um banco de areia e capotou no Pantanal de Corumbá em novembro de 2023; relatório do Cenipa detalhou os fatores que contribuíram para o acidente. (Foto: Direto das Ruas) Por: Editorial | 08/10/2026 15:19

Quase três anos após o acidente com um avião no Pantanal de Corumbá, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu a investigação e apontou uma combinação de fatores que contribuiu para a ocorrência. Entre eles estão erro na identificação do local de pouso, planejamento inadequado, excesso de peso e visibilidade prejudicada pela presença de fumaça. 

O acidente aconteceu em 15 de novembro de 2023 e envolveu um Cessna Aircraft, prefixo PT-JSE, que havia decolado de Coxim com destino à Fazenda Riozinho, na região do Caronal. Quatro pessoas estavam a bordo, sendo o piloto e três passageiros.

Segundo o relatório, o piloto confundiu a pista onde pretendia pousar com uma área em preparação localizada a aproximadamente 700 metros do destino correto. O terreno apresentava areia, desníveis, estacas e equipamentos utilizados em obras.

Ao tentar realizar o pouso, a aeronave atingiu um banco de areia, sofreu forte impacto contra o solo e teve o trem de pouso dianteiro danificado. Depois de percorrer alguns metros, o avião capotou e parou de cabeça para baixo.

Duas pessoas, incluindo o piloto, sofreram ferimentos graves. Os outros dois ocupantes tiveram lesões leves e também receberam atendimento médico.

A investigação constatou ainda que a aeronave estava acima dos limites de peso estabelecidos pelo fabricante. Na decolagem, o excesso era de aproximadamente 65 quilos. No momento do pouso, o avião estava cerca de 76 quilos acima do peso máximo permitido para essa etapa do voo.

Outro fator analisado pelo Cenipa foi a falta de familiaridade do piloto com o local. A pista da Fazenda Riozinho não estava cadastrada na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e não possuía sinalização de cabeceira. O piloto nunca havia pousado naquele ponto e, segundo o relatório, também não teria feito contato prévio com responsáveis pela propriedade para obter informações sobre as condições da pista.

A presença de fumaça na região também reduziu a visibilidade e contribuiu para a identificação equivocada do local de pouso. Os investigadores consideraram ainda que a decisão de prosseguir para uma área desconhecida diante da visibilidade reduzida teve participação na sequência que terminou no acidente.

O avião, fabricado em 1974, não possuía equipamento de GPS instalado e operava com instrumentos analógicos. Na data do acidente, acumulava mais de 4,1 mil horas de voo.

Apesar das falhas operacionais identificadas, o Cenipa constatou que o piloto estava com licença, habilitação para aviões monomotores terrestres e certificado médico aeronáutico dentro da validade, atendendo aos requisitos regulamentares para a realização do voo. Com informações: Campo Grande News

 

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