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Corumbá entra em rota autorizada para importação de até 15 milhões de m³ de gás por dia


Autorização da ANP foi concedida à Pan American Energy por dois anos; volume máximo corresponde ao total permitido para a empresa e não exclusivamente ao município.
Corumbá integra a rota autorizada pela ANP para importação de gás natural da Bolívia e da Argentina pela Pan American Energy. O limite de 15 milhões de metros cúbicos por dia vale para toda a operação da empresa. (Foto: Divulgação) Por: Editorial | 09/10/2026 08:02

Corumbá passa a integrar uma das rotas autorizadas para a importação de gás natural vindo da Bolívia e da Argentina. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Pan American Energy do Brasil Ltda. a importar até 15 milhões de metros cúbicos por dia.

A autorização foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (8) e terá validade de dois anos.

Além de Corumbá, a operação poderá utilizar Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, como ponto de entrada do produto no território brasileiro. O gás será transportado por gasodutos e poderá abastecer usinas termoelétricas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores livres.

O limite de 15 milhões de metros cúbicos diários, entretanto, corresponde ao volume total autorizado para a Pan American Energy. Isso significa que a quantidade não será necessariamente destinada integralmente a Corumbá ou ao mercado de Mato Grosso do Sul.

A autorização também não estabelece como o volume será dividido entre os pontos de entrada, quais clientes serão atendidos ou quando as operações terão início.

Corumbá já possui papel estratégico na infraestrutura de transporte de gás no país por integrar o Gasoduto Bolívia-Brasil, o Gasbol. O trecho norte do sistema parte do município em direção a Paulínia, no interior de São Paulo, e está em operação desde 1999.

A estrutura conta ainda com pontos de entrega em Corumbá, Campo Grande e Três Lagoas, conectados ao abastecimento de Mato Grosso do Sul.

A autorização concedida pela ANP determina uma série de obrigações à empresa. A companhia deverá apresentar à agência os principais contratos firmados com fornecedores em até 30 dias após a assinatura dos documentos.

Também será necessário encaminhar relatórios mensais contendo dados sobre os volumes importados, quantidade de energia, poder calorífico e valores envolvidos nas operações.

O descumprimento das exigências poderá resultar em sanções administrativas e até na revogação da autorização.

Embora a medida amplie as possibilidades de importação de gás pelo país, ela não representa, por si só, garantia de aumento imediato no abastecimento, redução de preços ou novos investimentos em Mato Grosso do Sul.

A inclusão de Corumbá na rota, contudo, reforça a posição estratégica do município na infraestrutura energética nacional e poderá gerar novas oportunidades ligadas a serviços de manutenção, engenharia e apoio logístico, dependendo da evolução das operações.

Eventuais impactos econômicos para o Estado, como aumento da competitividade industrial, geração de empregos ou arrecadação, dependerão dos contratos firmados, do volume efetivamente movimentado e dos custos de transporte e distribuição. Com informações: Estado Diário

 

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