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Alta da energia elétrica foi o principal fator de pressão sobre a inflação brasileira em setembro, segundo dados do IBGE. (Foto: Reprodução/Agência Brasil)
Por: Editorial | 09/10/2026 09:23
A inflação oficial do país voltou a ganhar força em setembro e registrou alta de 0,82%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 9 de outubro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, ficou acima da estimativa do mercado, que esperava avanço de 0,73% no período.
O principal impacto veio da energia elétrica residencial, que apresentou aumento de 7,98%. Segundo o IBGE, a elevação está relacionada ao fim do efeito do Bônus de Itaipu, que havia reduzido o valor das contas de luz emitidas em agosto.
Todos os grupos de produtos e serviços analisados apresentaram variação positiva em setembro. O grupo Habitação teve a maior alta, de 2,31%, seguido por Transportes, com avanço de 0,89%, e Alimentação e bebidas, que subiu 0,83%.
No acumulado de 12 meses, o IPCA alcançou 4,58%. Já no acumulado de 2026, a inflação soma 3,95%. A meta estabelecida para a inflação é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
O desempenho de setembro representa uma mudança significativa em relação a agosto, quando o índice havia registrado deflação de 0,32%. A prévia da inflação de setembro já havia indicado aceleração dos preços, influenciada principalmente pelo custo da energia elétrica.
No setor de Transportes, as passagens aéreas tiveram aumento de 9,66%. Os combustíveis também ficaram mais caros, com elevação de 1,41% no conjunto. O etanol subiu 3,16%, o óleo diesel avançou 1,69%, a gasolina aumentou 1,21% e o gás veicular registrou variação de 0,10%.
O grupo Alimentação e bebidas voltou a apresentar alta após três meses consecutivos de queda. A alimentação consumida dentro de casa subiu 0,96%, impulsionada principalmente pelo aumento de produtos como tomate, batata-inglesa, cebola, arroz e carnes.
O tomate teve uma das maiores elevações do período, com alta de 37,76%. A batata-inglesa subiu 24,07%, a cebola aumentou 10,14%, o arroz registrou avanço de 4,56% e as carnes tiveram alta de 0,63%.
A alimentação fora do domicílio também registrou aumento, de 0,48%. O preço das refeições apresentou aceleração em relação ao mês anterior, passando de 0,18% em agosto para 0,49% em setembro.
O avanço da inflação também tem provocado revisão nas projeções dos analistas para o fechamento do ano. Conforme dados mais recentes do Boletim Focus, a expectativa do mercado para o IPCA de 2026 está em 5,01%, após sucessivas revisões para cima. Para 2027, a estimativa está em 4,3%. Com informações: Agência Brasil
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