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Monitoramento da Fiocruz aponta circulação de vírus respiratórios no Brasil e reforça a importância da vacinação e dos cuidados preventivos. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
Por: Editorial | 09/10/2026 13:45
A circulação de vírus respiratórios continua exigindo atenção no Brasil, com sinais de aumento de infecções por alguns agentes e manutenção de casos graves em diferentes regiões. O alerta consta no boletim InfoGripe, divulgado na quinta-feira (8) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que acompanha os registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país.
De acordo com o levantamento, rinovírus, metapneumovírus e SARS-CoV-2, responsável pela covid-19, apresentam tendência de crescimento no cenário nacional. Apesar disso, os novos casos semanais de SRAG associados à covid-19 permanecem em níveis baixos.
Os pesquisadores reforçam a importância da vacinação, especialmente entre os grupos considerados prioritários. A recomendação é verificar se o esquema vacinal contra a covid-19 está atualizado. Para as gestantes, também é importante receber a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), conforme as orientações de saúde.
O boletim identifica ainda um discreto sinal de aumento dos casos de SRAG entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Nas demais faixas etárias, o cenário nacional indica estabilidade.
Em contrapartida, os registros de SRAG relacionados ao VSR e à influenza B apresentam tendência de queda. As hospitalizações associadas à influenza A permanecem estáveis, em níveis baixos de incidência.
Estados apresentam diferentes cenários
Na análise regional, Alagoas, Roraima e Sergipe estão em nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com sinais de crescimento nas últimas seis semanas. O aumento ocorre principalmente entre crianças e adolescentes.
Em Alagoas e Sergipe, a elevação dos casos está associada ao metapneumovírus. Em Roraima, os dados disponíveis ainda não permitem identificar com segurança qual vírus está relacionado ao crescimento das ocorrências.
Outros cinco estados também apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinais de crescimento na tendência de longo prazo. São eles Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Entre as capitais, Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória registraram atividade de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco nas duas semanas mais recentes analisadas.
Crianças pequenas e idosos exigem atenção
Os dados de mortalidade e incidência das últimas oito semanas epidemiológicas mostram que os efeitos da SRAG variam conforme a idade. As crianças menores de 2 anos apresentam maior incidência da síndrome, enquanto os óbitos se concentram proporcionalmente nas pessoas com 65 anos ou mais.
O cenário reforça a importância de observar sintomas respiratórios, manter a vacinação atualizada e procurar atendimento médico diante de sinais de agravamento, como dificuldade para respirar, dor no peito ou piora importante do estado geral.
A Fiocruz continua monitorando a evolução dos casos para identificar mudanças na circulação dos vírus e orientar as medidas de prevenção. Em Mato Grosso do Sul, a presença do estado entre as unidades em nível de atenção reforça a necessidade de acompanhar os indicadores de saúde e manter os cuidados preventivos, principalmente entre os grupos mais vulneráveis. Com informações: Agência Brasil
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