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Bancos e instituições financeiras têm até esta quarta-feira (14) para devolver os saldos que ficaram nas contas de apostadores de bets. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil.)
Por: Editorial | 14/10/2026 13:22
Termina nesta quarta-feira (14) o prazo para que bancos e instituições de pagamento devolvam cerca de R$ 1,325 bilhão que permaneceu em contas de apostadores após o encerramento de plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets. A medida faz parte do cronograma estabelecido pelo governo federal e pode beneficiar aproximadamente 26,5 milhões de apostadores.
A restituição começou na sexta-feira (9), depois que terminou, em 5 de outubro, o prazo para os usuários retirarem voluntariamente os saldos diretamente nas plataformas. As empresas de apostas tiveram até o dia 8 para encaminhar às instituições financeiras os dados dos valores vinculados aos CPFs e às contas utilizadas nos depósitos.
Como receber o dinheiro
A devolução é feita pelas instituições financeiras, preferencialmente na mesma conta bancária utilizada para depositar dinheiro nas plataformas, desde que ela esteja ativa e pertença ao apostador. Se isso não for possível, o valor poderá ser transferido para outra conta de titularidade da mesma pessoa.
Não é necessário solicitar o reembolso diretamente às casas de apostas nem pagar taxas para liberar o dinheiro. A orientação é acompanhar o extrato da conta bancária e consultar os canais oficiais do banco em caso de dúvidas.
Caixa assumirá valores pendentes
Os recursos que não forem devolvidos dentro do prazo por dificuldades operacionais serão encaminhados à Caixa Econômica Federal, que ficará responsável por intermediar os pagamentos pendentes a partir desta quarta-feira (14).
Segundo as informações divulgadas pelo governo, as orientações para essa etapa serão disponibilizadas pelos canais oficiais. Quem não identificar o crédito na conta deverá acompanhar os comunicados da instituição financeira e buscar informações sobre o procedimento de restituição.
Maioria dos saldos é inferior a R$ 1
Uma parcela expressiva do dinheiro que permaneceu nas plataformas está distribuída em contas com valores muito baixos. Dados do governo indicam que 86,2 milhões de contas tinham saldos entre R$ 0,01 e R$ 0,99, que somavam R$ 15,5 milhões.
O número de contas supera o de apostadores porque uma mesma pessoa pode ter cadastro em diferentes plataformas.
Ao mesmo tempo, cerca de 40 CPFs com saldos elevados estão sob análise das autoridades para apuração de possíveis irregularidades, incluindo suspeitas de lavagem de dinheiro, conforme informações divulgadas pela equipe econômica.
Medida ainda depende do Congresso
O encerramento das operações abrangidas pela medida foi determinado pela Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, publicada em 25 de setembro. Para continuar em vigor, a norma ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional dentro do prazo legal.
Atenção a possíveis golpes
Durante o processo de devolução, os apostadores devem desconfiar de mensagens que prometam liberar o dinheiro mediante pagamento antecipado. Também não devem compartilhar senhas, códigos de autenticação ou dados bancários com terceiros.
A recomendação é confirmar qualquer informação diretamente com o banco ou por meio dos canais oficiais do governo. A restituição não exige o pagamento de taxas antecipadas. Com informações: Agência Brasil
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