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Hoje é Quinta-feira, 15 de Outubro de 2026.
Personagem criada por inteligência artificial publicava vídeos com mensagens românticas e convites para morar em uma fazenda. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Por: Editorial | 15/10/2026 13:58
Um homem percorreu mais de 2 mil quilômetros, do Maranhão até Belo Horizonte, em Minas Gerais, para encontrar uma mulher que conheceu pelas redes sociais. Ao chegar ao destino, descobriu que a suposta companheira era, na verdade, uma personagem criada por inteligência artificial (IA).
O caso ganhou repercussão após a viagem, motivada pela expectativa de iniciar um relacionamento. A personagem virtual, identificada como Jessica Oliveira, publicava vídeos com mensagens românticas e convites para que seguidores fossem morar com ela em uma fazenda.
Em uma manifestação após a divulgação do episódio, o responsável pela conta afirmou que criou o perfil em 2025 com o objetivo de atrair público e vender produtos pela internet, como forma de obter renda extra. Ele preferiu não revelar sua identidade.
Segundo o administrador, os vídeos eram usados para chamar a atenção dos usuários e, posteriormente, divulgar produtos. Ele negou ter conversado diretamente com o homem ou tê-lo convidado a viajar para Minas Gerais.
O responsável pelo perfil também relatou estar com medo diante da repercussão. A conta da personagem, que reunia mais de 300 mil seguidores no TikTok, teve o conteúdo restringido e deixou de ser utilizada com frequência, segundo o próprio criador.
Viagem terminou em frustração
A personagem se apresentava nas redes sociais como uma mulher viúva que vivia em uma fazenda e procurava um companheiro. Em publicações, dizia querer receber um homem para morar com ela e prometia oferecer uma vida confortável.
O homem acreditou na possibilidade de um relacionamento e saiu de Imperatriz, no Maranhão, em direção à capital mineira. Depois de chegar à cidade, percebeu que a mulher com quem esperava se encontrar não existia como pessoa real.
Sem dinheiro suficiente para retornar por conta própria, ele precisou de assistência para organizar a volta. A situação chamou atenção para os riscos de perfis fictícios e conteúdos produzidos com inteligência artificial nas redes sociais.
O que diz a Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais informou que criar personagens fictícios com inteligência artificial não configura crime automaticamente. No entanto, o uso dessas ferramentas para enganar pessoas, obter vantagens ilícitas ou provocar prejuízos pode resultar em responsabilização criminal, dependendo das circunstâncias.
Até a divulgação das informações, não havia registro policial relacionado ao caso. Por isso, não era possível afirmar que um crime havia sido cometido ou apontar responsáveis por uma eventual infração.
A orientação das autoridades é verificar a identidade de pessoas conhecidas pela internet, evitar transferências financeiras a desconhecidos e confirmar informações antes de realizar viagens motivadas por relacionamentos virtuais. Com informações: g1
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