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Rato morto encontrado dentro de bolo leva à prisão de empresária no RS


Fiscalização identificou fezes e urina de roedores, produtos vencidos e condições inadequadas de higiene em loja de bolos em Porto Alegre.
Loja de bolos em Porto Alegre foi interditada após fiscalização identificar irregularidades sanitárias. (Foto: Reprodução) Por: Editorial | 15/10/2026 15:17

A descoberta de um rato morto dentro de um bolo comprado em uma loja de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, levou à prisão em flagrante da proprietária do estabelecimento e revelou problemas graves de higiene no local. O caso veio à tona após um consumidor encontrar o animal dentro do alimento e procurar as autoridades.

A ocorrência foi registrada em uma unidade de venda de Bolos, localizada no bairro Cavalhada. Após a denúncia, equipes da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária realizaram uma fiscalização e identificaram condições consideradas inadequadas para a manipulação e comercialização de alimentos.

Durante a inspeção, foram encontradas fezes e urina de roedores nas dependências da loja, além de produtos vencidos e sinais de falta de higiene. O estabelecimento foi interditado pelas autoridades.

Consumidor chegou a comer parte do bolo

Segundo as informações apuradas, o cliente já havia ingerido parte do bolo quando percebeu a presença do rato morto. Após o episódio, ele procurou atendimento médico e recebeu orientação para iniciar tratamento preventivo contra a leptospirose, doença que pode ser transmitida pela exposição à urina de animais infectados.

A presença do roedor no alimento motivou a investigação sobre as condições sanitárias do estabelecimento e a possível ocorrência de crime contra as relações de consumo.

Proprietária foi solta após audiência

A dona da loja, de 41 anos, foi presa em flagrante durante a ação. Posteriormente, passou por audiência de custódia e obteve liberdade provisória, condicionada, entre outras medidas, à adequação do estabelecimento às normas sanitárias.

A investigação continua para apurar as circunstâncias do caso e eventuais responsabilidades. A prisão não representa uma condenação definitiva.

Rede se manifesta

Em nota, a empresa lamentou o ocorrido e afirmou considerar inaceitável qualquer situação que coloque em risco a saúde e a segurança dos consumidores.

A empresa declarou que as unidades franqueadas devem cumprir as diretrizes operacionais e sanitárias estabelecidas pela marca. Também informou que acompanha o caso junto às autoridades e que realiza uma apuração interna para esclarecer os fatos e avaliar as medidas cabíveis. Com informações: BacciNotícias

 

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