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Lavoura de sorgo em Mato Grosso do Sul; cultura registra crescimento expressivo e ganha espaço na produção agrícola estadual. (Foto: Divulgação/Semadesc)
Por: Editorial | 15/10/2026 16:05
A produção agrícola de Mato Grosso do Sul apresenta resultados diferentes entre as principais culturas em 2026. Enquanto o sorgo registra crescimento estimado de 78,9%, a soja apresenta recuperação na produção, e o milho de segunda safra enfrenta retração. Os números fazem parte do levantamento de setembro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O destaque é o sorgo, cuja produção estadual deve alcançar 956,7 mil toneladas, contra aproximadamente 534,7 mil toneladas em 2025. O avanço acompanha a expansão da área cultivada e o aumento da demanda pelo grão, utilizado, entre outras finalidades, na produção de biocombustíveis.
Sorgo amplia espaço nas lavouras
A área destinada ao sorgo em Mato Grosso do Sul cresceu 82,2%, passando de cerca de 131 mil hectares para 239 mil hectares. Com esse resultado, o Estado passou a ocupar a terceira posição entre os maiores produtores nacionais da cultura, com participação estimada em aproximadamente 16% da produção brasileira.
A expansão está relacionada ao interesse da indústria de biocombustíveis, especialmente das usinas de etanol de milho, que podem utilizar o sorgo como matéria-prima alternativa. Para os produtores, a cultura também representa uma opção para diversificar a segunda safra e aproveitar áreas que apresentam limitações para outros grãos.
Soja registra aumento de produção
A soja também apresenta resultado positivo. A estimativa é de que Mato Grosso do Sul produza 15,7 milhões de toneladas em 2026, crescimento de 19,7% em relação às 13,1 milhões de toneladas registradas no ano anterior.
Diferentemente do sorgo, o avanço da soja está ligado principalmente ao aumento da produtividade. A área cultivada cresceu 2,8%, passando de 4,26 milhões para 4,38 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio aumentou 16,4%.
A produtividade estimada passou de 3.077 para 3.582 quilos por hectare. Com isso, a participação sul-mato-grossense na produção nacional da oleaginosa subiu de 7,9% para cerca de 9%.
Milho de segunda safra tem queda
O cenário é diferente para o milho de segunda safra. A produção estadual está estimada em 12,8 milhões de toneladas, redução de 7,2% em relação às 13,8 milhões de toneladas do ano anterior.
A área colhida teve queda de apenas 0,3%, mas o rendimento médio recuou 6,9%, passando de 6.125 para 5.700 quilos por hectare. Os dados indicam que a redução da produtividade foi o principal fator associado à diminuição da produção.
O trigo também deve registrar resultado negativo. A estimativa é de 46,5 mil toneladas, volume 17,7% inferior às 56,5 mil toneladas de 2025. Nesse caso, a área colhida caiu 29,4%, apesar do aumento de 16,6% no rendimento médio.
Estimativas podem ser revisadas
Os resultados mostram que o desempenho do agronegócio sul-mato-grossense varia conforme a cultura, a área plantada e a produtividade alcançada. Enquanto o sorgo amplia sua participação e a soja apresenta recuperação, o milho e o trigo enfrentam retração na produção.
Os números são estimativas do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, realizado mensalmente pelo IBGE, e podem sofrer alterações até a consolidação dos dados da safra. Com informações: Semadesc
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