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Lula defende redução da maioridade penal em crimes hediondos e cobra investigação de ministros do STF


Em entrevista à TV Globo, presidente também falou sobre segurança pública, economia, relação com os Estados Unidos e dificuldades de seu governo.
Lula participou de entrevista conduzida por Renata Lo Prete e abordou temas como segurança pública, economia e atuação do Supremo Tribunal Federal. (Foto: Manuella Mello/Globo) Por: Editorial | 16/10/2026 09:30

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defendeu a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos durante entrevista concedida à TV Globo na quinta-feira (15). A conversa foi conduzida pela jornalista Renata Lo Prete e abordou temas como segurança pública, investigações envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), economia e propostas para um eventual novo mandato.

A declaração sobre a maioridade penal marcou um dos principais momentos da entrevista. Lula afirmou ser favorável à redução da idade nesses casos, mas ressaltou que o tema deve ser discutido separadamente da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.

Lula defende apuração de denúncias contra ministros do STF

Questionado sobre suspeitas envolvendo integrantes do Supremo Tribunal Federal e o caso relacionado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Lula defendeu que as denúncias sejam investigadas. O presidente afirmou que nenhum integrante da Corte deve ficar isento de prestar esclarecimentos à sociedade.

Ele também disse ter conversado com o presidente do STF, Edson Fachin, sobre a necessidade de apurar os fatos. Para Lula, as revelações envolvendo autoridades do Judiciário reforçam a discussão sobre regras de conduta e ética para integrantes da Suprema Corte.

Relação com os Estados Unidos

Sobre a relação comercial com os Estados Unidos, Lula afirmou que pretende priorizar a negociação com o governo de Donald Trump para buscar uma solução para as tarifas impostas a produtos brasileiros. No entanto, declarou que o Brasil poderá adotar medidas de reciprocidade caso não haja acordo.

O presidente também rejeitou a classificação das facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelo governo norte-americano. Segundo ele, o combate ao crime organizado deve ocorrer por meio da cooperação entre os países, respeitando as diferenças entre a atuação de grupos criminosos e o conceito de terrorismo utilizado pelos Estados Unidos.

Presidente assume responsabilidade por dificuldades do governo

Durante a entrevista, Lula reconheceu que seu governo enfrenta dificuldades de avaliação e afirmou que não pretende transferir a responsabilidade a outras pessoas. Ele disse lamentar não ter conseguido comunicar à população, de forma mais clara, as ações realizadas pela administração federal.

O presidente também comentou a composição do Congresso Nacional e a necessidade de construir alianças políticas para aprovar propostas. Ao falar sobre um eventual novo mandato, destacou a importância da articulação entre o Executivo e os parlamentares.

Economia, juros e dívida pública

Na área econômica, Lula criticou os juros elevados e defendeu o crescimento da atividade econômica como parte da estratégia para enfrentar os desafios fiscais. Ao mesmo tempo, reconheceu a importância de manter o controle do orçamento público.

O presidente afirmou que pretende ampliar o acesso ao microcrédito e apoiar pequenos empreendedores. Também mencionou propostas de renegociação de dívidas e medidas para estimular o consumo, especialmente entre a população de menor renda.

Outro assunto abordado foi o aumento das tarifas de energia elétrica. Lula atribuiu parte do problema às privatizações do setor e defendeu o aproveitamento do potencial brasileiro de geração de energia limpa para atrair investimentos.

Saúde pública e segurança

Ao tratar da saúde, Lula citou a ampliação do programa Mais Médicos e a iniciativa Mais Especialistas, que busca ampliar o acesso a consultas e exames. Ele reconheceu que ainda existem longas filas de espera no sistema público e afirmou que o governo pretende ampliar a oferta de atendimento.

Na segurança pública, o presidente defendeu maior participação do governo federal no enfrentamento ao crime organizado e mencionou a proposta de criação de um Ministério da Segurança Pública caso seja reeleito.

Lula também falou sobre a escala de trabalho 6x1 e a possibilidade de transporte público gratuito nos fins de semana, medidas que, segundo ele, poderiam melhorar as condições de vida dos trabalhadores.

Entrevistas seguem no segundo turno

A entrevista de Lula integra a série de conversas da TV Globo com os candidatos à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026. O adversário Flávio Bolsonaro (PL) também foi incluído na programação, com entrevista prevista para sexta-feira (16).

O segundo turno está marcado para 25 de outubro. A campanha dos candidatos segue concentrada na apresentação de propostas e na discussão de temas como economia, segurança pública e políticas sociais. Com informações: g1

 

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