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União prevê R$ 3,6 bilhões para reativar Malha Oeste e impulsionar logística de Mato Grosso do Sul


Nova concessão ferroviária tem investimentos estimados em R$ 29,1 bilhões e leilão previsto para agosto de 2027, condicionado às etapas de análise e aprovação do projeto.
Malha Oeste integra o planejamento logístico de Mato Grosso do Sul, com previsão de investimentos para modernizar a ferrovia e ampliar as conexões para o transporte de cargas (Foto: Divulgação). Por: Editorial | 17/10/2026 08:12

A recuperação da Malha Oeste pode representar um novo capítulo para o transporte de cargas e a infraestrutura logística de Mato Grosso do Sul. O governo federal prevê destinar R$ 3,6 bilhões para incentivar a modernização da ferrovia e tornar a futura concessão mais atrativa à iniciativa privada. O projeto tem investimentos estimados em R$ 29,1 bilhões e prevê um contrato com duração de 57 anos.

Conforme informações divulgadas pelo Ministério dos Transportes e publicadas pelo Campo Grande News, a previsão é que o edital seja lançado em abril de 2027, com o leilão programado para agosto do mesmo ano. O cronograma, no entanto, depende da conclusão das etapas necessárias para a aprovação do projeto.

O aporte federal deverá seguir critérios específicos. De acordo com o modelo aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), os recursos serão destinados à empresa que assumir a concessão e garantir a modernização e a operação da ligação ferroviária entre Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e Mairinque ou Bauru, no interior paulista.

Caso a proposta vencedora contemple apenas o trecho entre Corumbá e Três Lagoas, dentro do território sul-mato-grossense, não haverá repasse financeiro da União. Os pagamentos previstos serão realizados de forma gradual, com desembolsos de até R$ 500 milhões por ano.

Corredor logístico estratégico

Com aproximadamente 1.625 quilômetros entre Corumbá e Mairinque, a Malha Oeste é considerada uma ligação importante para o transporte de mercadorias do Centro-Oeste e para a integração logística com países vizinhos.

Segundo a ANTT, o projeto também prevê conexão com o Porto de Santos, ampliando as possibilidades de escoamento da produção regional. A integração futura com os portos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo poderá ocorrer mediante investimentos adicionais. Já o ramal ferroviário de Ponta Porã poderá ser incorporado à concessão, sob responsabilidade e risco da empresa vencedora.

A recuperação da estrutura poderá ampliar as alternativas de transporte de cargas e fortalecer a conexão de Mato Grosso do Sul com mercados consumidores e corredores de exportação. A concretização desses benefícios, entretanto, dependerá da execução dos investimentos e da retomada efetiva da operação ferroviária.

Financiamento e garantias

Além dos recursos previstos no orçamento federal, as empresas interessadas poderão buscar financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Conforme informações divulgadas pelo Campo Grande News, as linhas destinadas ao setor ferroviário podem oferecer prazos de pagamento de até 40 anos, sujeitos à análise e à aprovação de cada operação.

Outro instrumento previsto é o Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável (FDIRS), que poderá atuar como mecanismo de garantia dos recursos públicos. A medida busca reduzir riscos financeiros e proporcionar maior segurança aos compromissos estabelecidos no contrato de concessão.

Licitação ainda depende de etapas regulatórias

Apesar das previsões anunciadas, a recuperação da Malha Oeste ainda depende do avanço dos procedimentos administrativos. Segundo reportagem de A Crítica, o projeto está sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU), etapa necessária antes da publicação do edital.

A nova concessão sucede o contrato encerrado em 30 de junho de 2026. Durante o período de transição, foi firmado um acordo de 180 dias com a empresa Rumo.

Dessa forma, a previsão de aporte bilionário e o calendário do leilão representam etapas do planejamento para a futura concessão, mas ainda não significam o início das obras nem a retomada plena das atividades ferroviárias. O avanço do projeto dependerá das aprovações necessárias, da participação de investidores e do cumprimento das condições estabelecidas para a exploração da ferrovia. Com informações: Estado Diário 

 

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