|
Hoje é Sábado, 17 de Outubro de 2026.
Vista aérea de Dourados, município onde ocorreu o crime contra uma adolescente indígena na Aldeia Jaguapiru, em dezembro de 2023 (Foto: Divulgação/Prefeitura de Dourados).
Por: Editorial | 17/10/2026 09:18
Quase três anos após um crime que abalou a comunidade indígena de Dourados, a Justiça condenou um homem a 29 anos e três meses de prisão pela morte de uma adolescente de 16 anos. O julgamento foi realizado na quarta-feira (14), pelo Tribunal do Júri, que reconheceu a responsabilidade do acusado pelos crimes de homicídio qualificado, estupro e tortura.
O caso aconteceu na Aldeia Jaguapiru, em Dourados, município localizado na região sul de Mato Grosso do Sul. A vítima foi assassinada durante a madrugada de 10 de dezembro de 2023, e o corpo foi encontrado pelo pai na manhã seguinte.
Conforme informações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o acusado estava na companhia da família da adolescente quando tentou manter relações sexuais com ela sem consentimento. Após um desentendimento, a jovem foi agredida com golpes de faca e asfixiada.
Na época, lideranças indígenas da região localizaram o suspeito e o encaminharam às autoridades policiais. A investigação reuniu elementos que embasaram a denúncia apresentada pelo Ministério Público e levaram o caso a julgamento.
Durante a sessão do Tribunal do Júri, os jurados reconheceram três qualificadoras relacionadas ao homicídio: motivo fútil, emprego de asfixia e razões da condição do sexo feminino. A decisão também responsabilizou o réu pelos crimes de estupro e tortura.
A inclusão da acusação de tortura no julgamento ocorreu após atuação do Ministério Público. Inicialmente, essa imputação havia sido retirada dessa etapa processual, mas um recurso apresentado pela 14ª Promotoria de Justiça de Dourados foi acolhido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), permitindo que o crime fosse analisado pelos jurados.
Pena ultrapassa 29 anos de reclusão
A sentença estabeleceu 18 anos de prisão pelo homicídio qualificado, oito anos e quatro meses pelo estupro e dois anos e 11 meses pela tortura. Somadas, as penas totalizam 29 anos e três meses de reclusão, com início do cumprimento em regime fechado.
A condenação representa o desfecho do julgamento em primeira instância pelo Tribunal do Júri, após a análise das acusações e das provas apresentadas no processo.
O caso voltou a repercutir em Mato Grosso do Sul após a divulgação da sentença, reforçando a gravidade dos crimes reconhecidos pelos jurados e a importância da responsabilização judicial em casos de violência contra mulheres e adolescentes. Com informações: Prefeitura de Dourados
Divulgue sua marca conosco!
Sua empresa quer mais visibilidade e alcance de público?
Entre em contato e anuncie conosco.
WhatsApp: (67) 2102-1069 Fixo (67) 2102-1089 
