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Polícia Militar atendeu à ocorrência que terminou com a morte de um morador e deixou o filho dele ferido no Jardim Batistão, em Campo Grande. (Foto: Direto das Ruas/Campo Grande News)
Por: Editorial | 21/10/2026 07:14
Uma discussão entre vizinhos envolvendo reformas em imóveis terminou em violência e morte na noite de terça-feira (20), no Jardim Batistão, em Campo Grande. Um homem de 47 anos foi morto com um tiro na cabeça, e o filho dele, de 23 anos, também acabou atingido por disparos. O vizinho apontado como autor do crime, de 65 anos, foi preso após fugir do local.
Conforme informações registradas pela Polícia Militar, Manoel Paulo Cardoso confessou ter efetuado os disparos, mas afirmou que agiu em legítima defesa. Segundo a versão apresentada por ele, as vítimas teriam arremessado pedras e pedaços de madeira durante o desentendimento.
A ocorrência foi registrada na Rua Pará, onde os policiais encontraram Aristóteles Onassis Tufaile, de 47 anos, já sem vida. O filho dele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado à Santa Casa de Campo Grande para atendimento médico.
De acordo com os relatos reunidos pela polícia, os conflitos entre os vizinhos já aconteciam havia algum tempo e estavam relacionados a reformas nos imóveis. A viúva de Aristóteles informou que as divergências envolvendo as obras eram recorrentes.
Depois dos disparos, o suspeito deixou o local em um carro e seguiu por aproximadamente 7,5 quilômetros, até se envolver em um acidente na Rua Marechal Floriano. Ele foi localizado e detido por uma equipe da Força Tática.
Durante a vistoria no veículo, os policiais encontraram um revólver Taurus calibre .38, com cinco munições deflagradas. A arma foi apreendida e encaminhada para perícia. Segundo o registro policial, o homem afirmou que o armamento não possuía registro e que o mantinha desde o período em que morava em uma chácara em Dois Irmãos do Buriti.
O suspeito foi levado à delegacia, e o caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol. A investigação deverá esclarecer a sequência dos acontecimentos e apurar as responsabilidades criminais. A alegação de legítima defesa apresentada pelo homem ainda depende da análise das autoridades. Com informações: Campo Grande News
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