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Yessika Yailin Hidalgo Rodriguez recebe orientação no Centro de Atendimento ao Migrante, serviço estadual que auxilia estrangeiros na regularização documental e no acesso a direitos. (Foto: Monique Alves/Sead)
Por: Editorial | 21/10/2026 07:28
Deixar o país de origem para buscar segurança, emprego e melhores condições de vida representa um desafio para milhares de pessoas. Em Mato Grosso do Sul, o Centro de Atendimento ao Migrante (CAM) tem ajudado famílias que chegam ao estado em busca de novas oportunidades. Somente em 2026, mais de 1.700 migrantes internacionais receberam atendimento no local.
Vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), o serviço oferece orientações sobre documentação, regularização migratória e acesso a direitos básicos. Entre os atendidos, aproximadamente 1.100 são venezuelanos que deixaram seu país diante da crise econômica e social.
Uma dessas pessoas é Yessika Yailin Hidalgo Rodriguez, que chegou ao Brasil acompanhada do marido e dos dois filhos, de 4 e 6 anos. A família entrou no território brasileiro por Pacaraima, em Roraima, e percorreu mais de 4 mil quilômetros até chegar a Campo Grande, enfrentando dificuldades durante o trajeto.
Sem emprego fixo, Yessika vive atualmente em uma casa de passagem mantida por uma organização da sociedade civil. Apesar da saudade dos familiares que permaneceram na Venezuela, ela acredita que o Brasil oferece melhores condições para construir um futuro para os filhos, especialmente nas áreas de saúde, educação e trabalho.
No CAM, a migrante solicitou a renovação da documentação provisória de toda a família e recebeu orientação para agendar atendimento na Polícia Federal. O procedimento é importante para manter a situação migratória regular enquanto aguarda a análise do pedido de reconhecimento da condição de refugiada.
Antes de deixar a Venezuela, Yessika trabalhava no setor de beleza, mas perdeu o emprego em meio à crise enfrentada pelo país. Desde que chegou ao Brasil, realiza trabalhos temporários enquanto busca condições para retomar a carreira profissional.
As mulheres representam 44% das pessoas atendidas pelo Centro de Atendimento ao Migrante. Além dos venezuelanos, o serviço recebe pessoas de países como Cuba, Paraguai, Bolívia e Colômbia, que procuram apoio para enfrentar as dificuldades de adaptação e regularização no Brasil.
A iniciativa também conta com ações voltadas à integração social. Em parceria com a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), o governo oferece aulas gratuitas de português por meio do programa UEMS Acolhe, que promove acolhimento linguístico, humanitário e educacional para migrantes internacionais.
Parte das aulas é realizada no próprio CAM, às quartas-feiras, a partir das 18h. Para participar, os interessados devem procurar um polo da UEMS, realizar a inscrição e verificar o local mais próximo.
O atendimento é gratuito e pode ser solicitado pelo WhatsApp, no número (67) 3325-6365. Outras informações também podem ser obtidas pelo telefone (67) 3316-9841.
O Centro de Atendimento ao Migrante funciona no terceiro andar do prédio do Procon-MS, na Rua Padre João Crippa, número 3.115, no bairro São Francisco, em Campo Grande. Com informações: Agência MS GOV
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