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Estudantes e familiares protestaram após a descoberta de uma câmera em banheiro de colégio cívico-militar em Cambé, no norte do Paraná (Foto: Reprodução).
Por: Editorial | 21/10/2026 07:58
A descoberta de uma câmera em um banheiro escolar provocou indignação entre estudantes e familiares de um colégio cívico-militar de Cambé, no norte do Paraná. O caso levantou questionamentos sobre a privacidade dos alunos e levou à realização de um protesto em frente à instituição para cobrar esclarecimentos da direção.
O equipamento foi identificado na segunda-feira (19), quando uma estudante percebeu uma luz vermelha em um dispositivo instalado na parede do banheiro feminino. Ao verificar o objeto, os alunos descobriram que havia uma câmera escondida atrás de uma cobertura plástica.
Segundo relatos divulgados, estudantes também conseguiram fotografar imagens exibidas no sistema de monitoramento da escola. Os registros teriam mostrado ângulos do interior dos banheiros, incluindo espelhos e cabines, o que aumentou a preocupação da comunidade escolar.
Uma das alunas relatou ter se sentido invadida ao descobrir a existência do equipamento. Conforme os depoimentos, as estudantes não haviam sido informadas de que havia uma câmera no local, e os responsáveis não teriam autorizado formalmente esse tipo de monitoramento. As jovens também relataram que utilizavam o banheiro para trocar de roupa, o que intensificou o temor de possível exposição da intimidade.
De acordo com informações registradas no boletim de ocorrência, o equipamento estaria no local havia cerca de três anos. Na época, segundo os relatos, a direção teria informado que o dispositivo era um sensor de fumaça.
Em posicionamento oficial, a administração do colégio afirmou que as câmeras estavam direcionadas às entradas dos banheiros masculino e feminino e que, segundo a instituição, não registravam as áreas destinadas às necessidades fisiológicas dos estudantes. A direção declarou que a finalidade era acompanhar a circulação de pessoas e reforçar a segurança.
A escola também informou que um estudante teria acessado sem autorização a sala de monitoramento e registrado imagens do sistema. A instituição afirmou que as circunstâncias serão apuradas e que os equipamentos foram retirados à força durante a mobilização dos alunos.
A Secretaria de Estado da Educação do Paraná informou que os dispositivos foram removidos e que, segundo a escola, não há imagens armazenadas relacionadas a eles. O órgão também anunciou uma visita técnica para verificar a situação e orientar as providências necessárias.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o caso e esclarecer as circunstâncias da instalação dos equipamentos, o funcionamento do sistema e a eventual captação de imagens. Até a conclusão das apurações, permanecem divergentes as versões apresentadas pelos estudantes e pela direção sobre o alcance das câmeras. Com informações: g1
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