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Flávio Bolsonaro e familiares chegaram a Miami, nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira (28), após viagem iniciada na Argentina e escala no Equador. (Foto: Reuters/Eva Marie Uzcategui, conforme crédito publicado pela Agência Brasil)
Por: Editorial | 28/10/2026 15:13
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou aos Estados Unidos com a esposa e as duas filhas na manhã desta quarta-feira (28), após deixar o Brasil na noite anterior. A viagem ocorreu depois de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a entrega de seus passaportes à Polícia Federal.
Na terça-feira (27), o investidor e ex-secretário de Turismo do México Simón Levy afirmou, em publicações nas redes sociais, que a chegada do parlamentar teria sido organizada com participação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Levy também declarou que o governo de Donald Trump concederia asilo político a Flávio, mas essa afirmação precisa ser diferenciada da autorização de entrada e da concessão de vistos noticiadas por fontes oficiais e pela imprensa.
Levy chamou a suposta articulação de “Operação Alba” e afirmou que o senador pretende liderar a oposição política brasileira a partir dos Estados Unidos. Em outras publicações, mencionou possíveis reflexos da estratégia na Venezuela, em Cuba e no México, além de medidas financeiras contra o Brasil. Essas declarações foram atribuídas a Levy e não representam, por si só, uma confirmação oficial de um plano coordenado pelo governo norte-americano.
De acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira, Flávio, a esposa e as duas filhas entraram na Argentina pela fronteira com o Brasil na noite de terça-feira. Em seguida, embarcaram em um avião particular com destino a Guayaquil, no Equador. A aeronave prosseguiu viagem para Miami, onde pousou pouco antes das 10h30, no horário de Brasília.
O governo dos Estados Unidos indicou que permitiria a entrada do senador e de seus familiares no país. O presidente Donald Trump também declarou que autorizaria a entrada de Flávio, embora tenha afirmado não saber onde ele estava naquele momento.
A saída do senador ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar que ele entregasse os passaportes à Polícia Federal. A ordem está relacionada a uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. Ambos negam irregularidades.
Antes da viagem, Flávio havia afirmado publicamente que não pretendia deixar o Brasil. A saída do país, apesar da determinação judicial, passou a ser alvo de repercussão política e jurídica.
Até o momento, é importante distinguir os fatos confirmados sobre a viagem e a entrada nos Estados Unidos das alegações de Simón Levy sobre a suposta articulação política. A chegada a Miami foi noticiada por veículos de imprensa com base em informações sobre o voo, enquanto a afirmação de que houve uma operação liderada por Marco Rubio e a concessão de asilo político exige confirmação específica das autoridades competentes. Com informações: Diário Patriota
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