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Manifestantes se reuniram em frente a uma academia na Ponta Verde, em Maceió, para cobrar justiça pela morte da gata Camila Regina e a responsabilização dos investigados. (Foto: Reprodução)
Por: Editorial | 28/10/2026 16:24
A morte da gata Camila Regina, após agressões dentro de uma academia no bairro da Ponta Verde, em Maceió (AL), provocou indignação e mobilizou moradores, protetores de animais e representantes da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL). Na segunda-feira (26), manifestantes se reuniram em frente ao estabelecimento para cobrar justiça e medidas contra os responsáveis.
O caso ocorreu em agosto e ganhou repercussão após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que registraram as agressões contra o animal. Na sexta-feira (23), a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou dois funcionários suspeitos de envolvimento na morte da gata.
De acordo com a Polícia Civil, as gravações mostram um dos investigados arremessando um saco onde a gata estava e pisando sobre o animal. Durante os interrogatórios, um dos suspeitos confessou a prática, enquanto o outro optou por permanecer em silêncio.
Camila Regina vivia nas proximidades da academia e era alimentada por uma cuidadora. A gata desapareceu em 29 de agosto, levando a mulher a procurar a polícia e registrar uma ocorrência.
Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado ao Ministério Público de Alagoas, que deverá analisar os elementos reunidos e avaliar as providências cabíveis.
A Comissão de Bem-Estar Animal da OAB-AL acompanha a investigação. Durante a mobilização, representantes da entidade reforçaram a cobrança por responsabilização.
O advogado Ronald Pinheiro informou que esteve no 6º Distrito Policial, onde conversou com o delegado responsável e solicitou a prisão dos dois investigados. O pedido ocorre em meio à pressão de representantes da causa animal para que o caso tenha desdobramentos na Justiça.
O indiciamento, porém, não equivale a uma condenação. A responsabilização criminal depende da tramitação legal e da análise das autoridades competentes.
A mobilização também busca ampliar a discussão sobre a violência contra animais e a proteção de gatos que vivem em espaços públicos ou nas proximidades de estabelecimentos comerciais.
Durante o protesto, a deputada estadual Cibele Moura chamou atenção para relatos sobre o desaparecimento de outros gatos que circulavam na região da academia. Até o momento, esses relatos não confirmam que outros animais tenham sido vítimas dos mesmos suspeitos.
Uma nova manifestação foi anunciada para quinta-feira (29), às 18h, no mesmo local, no bairro da Ponta Verde. Os participantes pretendem manter a cobrança por justiça e acompanhar os próximos passos do caso. Com informações: g1, Tribuna Hoje, ANDA, Correio dos Municípios
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