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Mansão em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, é alvo de bloqueio judicial e está envolvida em disputa entre o atacante Richarlison e empresas ligadas ao advogado Willer Tomaz. (Foto: Reprodução)
Por: Editorial | 03/11/2026 14:29
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a indisponibilidade de uma mansão em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, ligada ao advogado Willer Tomaz e disputada judicialmente pelo atacante Richarlison.
A medida foi registrada na matrícula do imóvel após decisão tomada no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao mercado de apostas online.
A propriedade pertence à WT Administração de Imóveis e Bens, empresa que reúne parte do patrimônio ligado ao advogado. A sociedade também detém um imóvel que pertenceu à cantora Clara Nunes.
Conforme os registros citados na reportagem, a Central de Indisponibilidade de Bens incluiu a restrição em 26 de outubro. O cartório de Angra dos Reis realizou a averbação dois dias depois.
Richarlison afirma que investiu cerca de R$ 10 milhões na propriedade e que foi prejudicado por uma negociação que não autorizou. O jogador busca recuperar o imóvel ou o valor investido.
A disputa envolve ainda o ex-empresário do atleta, Renato Velasco. Segundo informações publicadas sobre o caso, uma empresa ligada a Willer Tomaz adquiriu direitos sobre a propriedade, e o advogado sustenta que a negociação ocorreu legalmente.
Investigação também envolve Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), amigo de Willer Tomaz, também é investigado no inquérito. A apuração busca esclarecer possíveis vínculos financeiros entre o parlamentar e empresas relacionadas ao advogado.
Segundo informações da investigação, Flávio teria tido acesso como usuário master a uma conta bancária de uma empresa ligada a Tomaz. A condição permitiria controlar operações financeiras. O senador nega irregularidades e afirma que sua relação com o advogado é de amizade.
No mesmo inquérito, Moraes determinou medidas cautelares contra os investigados, incluindo a entrega de passaportes. A decisão também alcançou empresas associadas ao advogado, com bloqueio de bens até o limite de R$ 6 bilhões.
A investigação apura operações no setor de apostas online e possíveis movimentações financeiras envolvendo empresas e intermediárias de pagamentos. Willer Tomaz deixou o Brasil em agosto e ainda não retornou, segundo a reportagem.
As suspeitas seguem sob investigação, e os envolvidos não tiveram culpa estabelecida judicialmente. Com informações: Diário do Centro do Mundo
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