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Armas apreendidas com suspeitos — Foto: PF/Divulgação
Por: | 28/05/2023 18:08
Alvo de busca e apreensão da operação Aqueus, em Campo Grande, um homem de 48 anos acabou preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Na casa dele, os policiais encontraram um revólver calibre 38 "pronto para uso", uma carabina e diversas munições.
A operação Aqueus foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) nessa terça-feira (14)para cumprir mandados relacionados a investigação sobre um grupo de Três Lagoas suspeito de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As ordens judiciais foram cumpridas em várias cidades.
Na capital sul-mato-grossense, o alvo morador na Chácara das Mansões tinha em casa armas e munições, que renderam a ele prisão em flagrante. Ele prestou depoimento, dormiu na cadeia e passa por audiência de custódia nesta quarta-feira (15), onde será definido se permanecerá preso.
O revólver calibre 38 estava sobre o armário, municiado, "de fácil acesso e pronto para uso". A carabina estava em um galpão anexo à residência.
À polícia, o suspeito disse que adquiriu o revólver com um morador de um assentamento, há 4 meses, e que apesar de estar municiado, "não tinha intenção de uso". Sobre a carabina, falou que comprou de uma pessoa que afirmou que a arma era de alguém que havia cometido suicídio.
A ação da PF cumpriu mandados em Três Lagoas, Água Clara, Campo Grande, Ponta Porã, Ribeirão Preto (SP), Guatapará (SP), Aparecida (SP), Guaratinguetá (SP), Potim (SP), Paulínia (SP), São José do Rio Preto (SP), São José dos Campos (SP), Guarujá (SP), José Bonifácio (SP), São Paulo (SP), Douradina (PR), Sarandi (PR), Maringá (PR), Maria Helena (PR), Colombo (PR), Laranjeiras do Sul (PR) e Baependi (MG).
Foram apreendidas uma fazenda localizada em Água Clara e uma casa de veraneio à beira-rio, em Três Lagoas, ambas as propriedades com valores estimados em mais de R$ 4 milhões.
As investigações que resultaram na operação Aqueus começaram em março de 2020. Nelas, verificaram-se a existência do grupo criminoso chefiado por dois moradores de Três Lagoas. Conforme a PF, eles adquiriam carregamentos de droga em Ponta Porã e coordenavam, à distância, todo o transporte.
O entorpecente era armazenado em Campo Grande, depois seguia para Três Lagoas, e de lá, distribuído no interior e litoral paulista, grande São Paulo e interior de Minas Gerais.
