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Polícia diz que arsenal foi encontrado em casa com sinais de abandono, em área nobre da cidade — Foto: Eduardo Almeida/TV Morena
Por: | 28/05/2023 18:08
O empresário Jamil Name Filho, o ex-guarda-municipal em Campo Grande, Marcelo Rios, e mais dois homens foram condenados pela Justiça de Mato Grosso do Sul por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Segundo a investigação policial que resultou na sentença, os quatro eram os responsáveis pelo arsenal apreendido em uma casa, no dia 19 de maio de 2019, na capital sul-mato-grossense.
O processo está relacionado à operação Omertà, ofensiva de uma força-tarefa do Ministério Público Estadual (MP-MS) e polícias contra a milícia armada que agia em Mato Grosso do Sul.
Conforme a sentença do juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal, os quatro acusados foram condenados à prisão em regime fechado:
As defesas dos quatro condenados informaram que irão recorrer da sentença.
Para o Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), "uma sentença condenatória é sempre a confirmação do que o Gaeco acredita ao realizar seu trabalho - que é a necessidade de efetiva responsabilização penal dos autores dos gravíssimos delitos que o grupo investiga".
O Gaeco disse ainda que "todavia, há alguns pontos de discordância que serão objeto de recurso, em especial a absolvição de um dos integrantes e as baixas penas impostas em desconformidade com a magnitude das condutas lesivas praticadas pela organização criminosa em questão.”
Na casa localizada no Jardim Monte Líbano, policiais da Delegacia Especializada de Repressão à Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras), apreenderam 18 fuzis de calibre 762 e 556, espingarda de calibre 12, carabina de calibre 22, além de 33 carregadores e quase 700 munições. No mesmo dia em que o arsenal foi apreendido, a polícia esteve em ao menos outros dois endereços do ex-guarda e encontrou munições.
Segundo as investigações da força-tarefa, a milícia armada seria chefiada por Jamil Name e Jamil Name Filho –, em Campo Grande. Já Fahd Jamil, chefiaria outra, em Ponta Porã.
Jamil Name, de 82 anos, morreu em junho deste ano em razão de complicações pela Covid-19. Ele cumpria pena no presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, mas em razão da doença havia sido transferido para um hospital particular na cidade, onde faleceu. Seu filho permanece preso nesta mesma unidade penal.
Nas 7 fases da Omertà ocorreram 86 prisões, sendo 73 preventivas e 13 temporárias. No período, 82 endereços foram alvos de busca e apreensão, principalmente em Campo Grande e Ponta Porã, sede das organizações criminosas que foram alvos da operação.
Em relação aos assassinatos atribuídos aos investigados, existem três ações penais em andamento na 2ª Vara do Tribunal do Júri em Campo Grande. Elas se referem aos seguintes crimes:
