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Eleições 2022: A partir deste ano, o número de partidos tenderá a diminuir


Isso ajudará a melhorar a governabilidade do país, pois, com menos partidos, as negociações tendem a melhorar
Plenário da Câmara dos Deputados — Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados Por: | 28/05/2023 18:08

As eleições de 2022 reduzirão o número de partidos. Com as novas regras aprovadas pelo congresso nacional é provável que o país tenha menos de 20 partidos. Até 2018, haviam mais de 35 partidos, o que torna a governabilidade bastante complicada.

As coligações partidárias, com os chamados “puxadores de voto” acabaram nas eleições de 2020. Embora os partidos pudessem se coligar, o número de votos de um não ajudaria o outro. Isso já foi um fator limitador.

Agora em 2022, as regras são ainda mais rígidas. Se um partido não obtiver 2% dos votos válidos (cerca de 2,6 milhões de votos), além disso, é necessário que a legenda eleja 11 deputados em 9 estados diferentes, ou seja, pelo menos 1 deputado em cada um das 9 unidades da federação.

Com isso, a quantidade de partidos, chamados nanicos, tende a diminuir melhorando a governabilidade. Com isso, haverá partidos que terão bancadas maiores que 65 deputados federais, isso o próximo presidente terá menos dificuldade em negociar com o Congresso.

É impossível que haja 35 ideologias diferentes para que haja tantos partidos. O normal é que as tendências ideológicas (Esquerda, Centro, Direita) ampliem seus pensamentos que elas possam abarcar vários pensamentos que caibam dentro de suas ideologias. Isso é o normal.

Nos Estados Unidos, há mais de 33 partidos. No entanto, apenas dois (Republicanos e Democratas) compõem a Câmara dos Deputados. Os Republicanos abarcam os deputados com viés mais conservador, enquanto os Democratas acolhem os mais progressistas. Vale lembrar que o povo americano, em sua maioria, é conservador, o que dificulta a formação de ideologias de extrema esquerda. Bernie Sanders, 2 vezes pré-candidato pelos democratas, com viés mais de extrema esquerda, acabou desistindo das campanhas por não ter apoio. Vale lembrar que nos Estados Unidos, é o próprio eleitor quem financia os partidos. Não há um centavo público para as campanhas políticas.

Mas há ainda outro entrave no Brasil: os partidos. Os eleitores, normalmente, votam em candidatos, não em partidos. Isso enfraquece a democracia, pois uma democracia se sustenta com partidos fortes, que apresentem programas de governo que alterem a vida da nação e que siga, como partido, suas ideias. Mas há aqueles políticos que apenas se associam a um partido para se eleger, e, quando eleito, segue seus próprios pensamentos, seu próprio programa. Isso é um prato cheio para a corrupção.

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