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Hoje é Domingo, 10 de Maio de 2026.
PEDRO FRANÇA / AGÊNCIA SENADO
Por: | 28/05/2023 18:08
O Presidente da República, Jair Bolsonaro, concordou com o valor de R$ 4,9 BILHÕES para a campanha eleitoral de 2022. O presidente poderia ter vetado, mas não o fez. Desde sua aliança com o Centrão, Bolsonaro perdeu a voz no Planalto e caminha nos trilhos estabelecidos pelo grupo político que o “apoia”. E esse apoio tem preço.
Como era antes:
Havia um valor de dinheiro público estabelecido para os partidos de acordo com o número de votos que cada partido havia recebido nas eleições. O restante do valor, era recebido de empresas que investiam na candidatura de certo candidato.
Como as grandes empresas investiam em todos os candidatos passíveis de vitória, qualquer um que vencesse recebia a fatura no futuro, ou seja, a empresa investia, mas queria receber sua paga. Foi isso que a LAVA JATO descobriu e a “mamata” foi exposta. A imprensa e a opinião pública criticaram este modelo, então foi-se estabelecido que o “Estado” financiaria as campanhas. Esse é o preço da Democracia.
Por que R$ 4,9 BILHÕES é muito dinheiro?
Porque as campanhas ficaram mais baratas. Agora não há “showmícios” com cantores famosos, por causa da internet, a impressão de material de campanha não é mais tão necessária, e os gastos com propaganda em Tv, rádio, etc caíram muito depois do advento “internet”.
Falta bom senso à classe política brasileira. R$ 4,9 BILHÕES poderiam ser gastos em tantas coisas mais importantes que política, e a manutenção desses absurdos afasta ainda mais o brasileiro da política partidária. Segundo pesquisa de “O Estado de São Paulo, o Estadão” em 2017, apenas 6% dos brasileiros confiam nos políticos. 10% dos brasileiros confiam nos prefeitos.
É um quadro assustador para um regime democrático, em que o cidadão deveria confiar no seu representante e confiar também naqueles que compõe o parlamento. Mas a distância só aumenta. (Fonte: Portal do Conesul, texto Walter Azzolini, CNN)
Diário do Interior