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Delegado-geral atirou contra pneus de carros. — Foto: TV Morena/Reprodução
Por: | 28/05/2023 18:08
O delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Adriano Garcia, pediu dispensa nesta da função através de uma carta enviada ao Governo do estado. No documento, Garcia alegou motivos pessoais e familiares para deixar o cargo.
O pedido ocorreu dois dias depois do delegado se envolver em confusão no trânsito, quando perseguiu uma motorista e atirou nos pneus do carro dela, alegando que foi fechado no trânsito, na Avenida Mato Grosso.
Conforme Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) uma reunião irá acontecer, na segunda-feira (21), e até o momento ainda não se sabe quem irá substituir Adriano no cargo de delegado-geral.
Rozeman Geise Rodrigues de Paula, adjunta de Adriano Garcia no comando da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, ficará a frente do cargo até decisão do governo do estado.
Ainda na noite de quarta-feira (16), uma estudante, de 24 anos, foi presa em flagrante após a perseguição no trânsito envolvendo o delegado-geral. A jovem foi liberada após assinar termo de responsabilidade.
Segundo Adriano Garcia, ele se identificou como policial através dos sinais luminosos e sonoros do veículo, solicitando que a jovem parasse o carro, mas ela não obedeceu e fugiu fazendo 'manobras perigosas'. De acordo com nota encaminhada à imprensa e publicada no site da polícia, o delegado então perseguiu a jovem e colocou o veículo que estava conduzindo na frente do carro da jovem, forçando a motorista a parar.
O professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), especialista em segurança pública e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Rafael Alcadipani, descreve a atitude do delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Adriano Garcia Geraldo, ao atirar contra o carro da estudante.
"Ele deveria ter seguido este carro com tranquilidade, chamado por apoio se ele soubesse que tinha perigo ou risco e acionado a Polícia Militar, que é quem tem a regulamentação de trânsito, não a Polícia Civil. Então, parece que tudo está errado. ", detalha.
Para o professor, a abordagem, não tem nenhuma técnica e o delegado não teria seguido nenhum protocolo.
