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Foto: Guilherme Martimon/Ministério da Agricultura
Por: | 28/05/2023 18:08
No lançamento oficial do Plano Nacional de Fertilizantes, a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, falou dos desafios do país na obtenção de fertilizantes nesse tempo de Guerra. A Rússia e Belarus são os maiores fornecedores do Brasil, e agora os produtos não chegam.
Em seu discurso, a ministra disse que o Brasil importa 85% dos fertilizantes usados no agronegócio somando um total de mais de 55 milhões de toneladas/ano. Falou também que o país é o maior importador do mundo desses minerais.
Disse também que está mantendo contato com os fornecedores atuais para que mantenham os contratos e, amo mesmo tempo, negocia com outros produtores para viabilizar a compra.
O Plano Nacional de Fertilizantes objetiva a produção própria desses insumos para a agricultura. O Brasil tem jazidas de Nitrogênio (N), fósforo (PH) e potássio (K), e a Ministra está buscando empresas para explorarem essas jazidas.
Segundo ela, a legislação é muito rígida, e precisa se adequar em razão da geopolítica presente. Olhando para esse ponto, Tereza Cristina construiu o PNF com todos os ministérios e Agências relacionadas com o tema. Foi, segundo ela, uma construção interministerial.
Segundo a própria Ministra, o Brasil não conseguirá ser autossuficiente em fertilizantes, mas diminuirá muito a dependência externa. Ela prevê que, em 2050, o país já terá uma boa reserva desses produtos.
Ressaltou que o Plano Nacional de Fertilizantes está escorado na vocação brasileira visando sustentabilidade, ciência e tecnologia. Disse também que este não é um plano de governo, mas de Estado. (Portal do Conesul. Texto Walter Azzolini)
