|
Hoje é Domingo, 10 de Maio de 2026.
Sessão realizada de forma remota na Alems - Reprodução
Por: | 28/05/2023 18:08
Projeto polêmico para proibir danças nas escolas públicas e privadas de Mato Grosso do Sul, foi retirado de pauta nesta quarta-feira (16), por sofrer pedido de vistas de Marçal Filho (PSDB), devido às emendas apresentadas.
A proposta de Capitão Contar (PL) que tramita desde 2020 na Casa de Leis, passaria pela segunda votação e antes de ser retirada de pauta, foi debatida entre os deputados.
Pedro Kemp (PT) se manifestou contra e disse ter recebido manifestações de professores a respeito do projeto. Em determinado momento, perguntou a Contar se ele considerava dança do ventre como erótica.
Contar respondeu calorosamente. “Dentro da sala de aula, não. Vá fazer na sua casa!”.
Na justificativa, o bolsonarista afirmou que o projeto não combate danças e manifestações culturais, mas sim, as que levam à erotização infantil dentro da sala de aula. “O ambiente escolar é sagrado, ali se constrói o futuro de uma nação. Ali são depositadas esperanças de pais e mães e sala de aula é lugar de ensinar e aprender”.
Entretanto, Kemp disse que a questão é a Assembleia censurar as apresentações culturais nas escolas. “A escola é formada por profissionais que passaram por uma universidade, profissionais aptos para decidir o que é ou não é adequado aos estudantes. Se o projeto for aprovado, vamos dar instrumentos para professores serem denunciados de forma não fundamentada”.
Por sua vez, Evander Vendramini (PP) disse que a escola é para matérias como matemática e ciência. “É claro que a grande maioria dos professores são conscientes e focados no ensino da grade curricular, mas vivemos tempos tenebrosos. Sou a favor sim desse projeto quantas vezes forem necessárias”.
O presidente da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), Gerson Claro (PP) disse que o projeto foi debatido há muito tempo, voltou da CCJR. “Eu mesmo questionava muito esse projeto, mas foi apresentado emenda que atende o questionamento do Pedro Kemp”.
Claro disse ainda não ser ele, como deputado, que vai dizer se a dança do ventre ou funk, é erótica ou não. “Com a emenda, o projeto dá a competência ao professor adequar isso, o projeto visa conscientizar, chamar atenção para o exagero”.
Diante das emendas apresentadas, Marçal Filho pediu vistas e deve devolver a proposta em 24 horas. (midiamax)
