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Vereadores de Alan Guedes rejeitam emenda e impedem reforma de 09 postos de saúde


Emenda proposta por Diogo Castilho, na última sessão da Câmara Municipal foi recusada e legislativo manteve meta do Executivo de reformar apenas um posto de saúde, em 2023
Foto: divulgação Por: | 28/05/2023 18:08

Majoritária, a bancada de sustentação política do prefeito Alan Guedes (PP)  rejeitou, na 21ª sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Dourados, a proposta de emenda à LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias encaminhada pelo Doutor Diogo Castilho (PSDB) que previa aumentar a meta do Poder Executivo de reforma das Unidades Básicas de Saúde, de uma para dez, em 2023.

Para o leitor entender melhor, a LDO é uma lei elaborada pelo Poder Executivo que estabelece quais serão as metas e prioridades do município para o ano seguinte, e que dispõe sobre as diretrizes orçamentárias para o exercício de 2023. Essa lei é submetida a votação na Câmara de Vereadores e cada parlamentar pode propor algumas alterações e foi isso que Diogo Castilho fez. Ele pediu o aumento da meta do Executivo, de reforma e aquisição de equipamentos para as UBSs.

No documento encaminhado ao Legislativo, o Poder Executivo diz: “entendendo que a saúde é prioridade do Município de Dourados, consoante as Diretrizes Gerais para a elaboração do Orçamento de 2023” e justifica que o objetivo da prefeitura é oferecer saúde de qualidade, implementando ações e serviços que garantam a atenção integral e humanizada à população para promoção, proteção e recuperação da saúde e assistência à saúde em todos os níveis de complexidade.

Mas, no mesmo documento, o Poder Executivo estipula como meta, para 2023, a reforma de apenas uma Unidade Básica de Saúde, ou seja, com essa meta demoraria quase quarenta anos para reformar as 37 UBSs existentes no município.

Doutor Diogo lembra que em um período máximo de cinco anos, cada posto de saúde precisa passar por reforma. Como isso não vem acontecendo a maioria dos prédios estão em situação precária.

Outro cenário que deve ser levado em consideração, segundo o parlamentar é o aumento populacional, que exige a execução de obras estruturantes de ampliação e construção de novas unidades. Dentro desse cenário, para manter os prédios em boas condições e oferecer atendimento de qualidade à população, como o Executivo pretende, seria necessária a realização de reforma de pelo menos sete UBSs, por ano.

“Confesso que fiquei decepcionado com o resultado da votação. Na tribuna, as falas em favor da saúde dos douradenses são muito bonitas, mas na prática as atitudes políticas e os votos mostram o contrário. Aceitar como meta a reforma de apenas um posto de saúde é no mínimo contraditório”, desabafa o vereador que é médico e tem como principal bandeira, a luta por uma saúde pública de qualidade.

O parlamentar lembra que recentemente o Governo do Estado assinou repasse de recurso para Dourados, destinado a reforma de três postos de saúde. “O governador Reinaldo Azambuja tem contribuído para melhorar a saúde, no município. Outro exemplo é o Hospital Regional que tem realizado um grande número de cirurgias. Cabe agora ao Município e ao Legislativo fazer a parte que lhe compete, que é no mínimo aumentar a meta de reforma e aquisição de equipamentos para as Unidades Básicas de Saúde de Dourados”, enfatiza o vereador.

Doutor Diogo Castilho diz que continuará lutando para que a população tenha atendimento de qualidade nas UBS, que são responsáveis pela execução das políticas de prevenção e ajuda reduzir os casos de internação de média e alta complexidade, no município. (folhadedourados)




Diário do Interior MS
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