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Foto: divulgação
Por: | 28/05/2023 18:08
O governo federal pagou auxílio emergencial a dois garimpeiros presos na Operação Ganância, diz relatório da Polícia Federal (PF) obtido pelo Metrópoles.
O benefício foi criado com o objetivo de auxiliar famílias de baixa renda em meio à crise econômica intensificada pela pandemia do novo coronavírus. O grupo criminoso investigado pela PF, no entanto, teria movimentado mais de R$ 16 bilhões entre 2019 e 2021.
A PF também apurou o pagamento do auxílio a familiares e laranjas dos empresários, o que reforça a tese de que essas pessoas foram usadas para lavar dinheiro.
Dionei Farias de Brito e Marcelo Alves Macedo receberam, respectivamente, R$ 4,2 mil e R$ 1,2 mil do benefício. Eles fazem parte do núcleo da organização criminosa e foram presos no início de julho. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), porém, concedeu habeas corpus aos investigados.
Marcelo ostenta uma vida de alto padrão, é dono de um grupo de empresas e movimentou milhões nos últimos anos.
ELE É CEO DA INSTRUAUD E SÓCIO DA AUD-VIDAS ASSESSORIA NA ÁREA DA SAÚDE E DE UMA REDE DE PANIFICADORAS EM PORTO VELHO (RO). ESSAS EMPRESAS ESTARIAM SENDO USADAS PARA LAVAR DINHEIRO DO GARIMPO ILEGAL DE OURO. SOMENTE UMA DAS COMPANHIAS DELE MOVIMENTOU CERCA DE R$ 7,7 MILHÕES EM UM ÚNICO ANO, APESAR DE NÃO TER EMITIDO NOTAS FISCAIS ENTRE 2017 E 2021.
MARCELO RESIDE COM A ESPOSA E A FILHA EM UMA MANSÃO NUM CONDOMÍNIO DE LUXO DE PORTO VELHO (RO). A GARAGEM DO IMÓVEL TEM TRÊS CARROS, INCLUINDO UMA HILUX E UMA SW4.
A filha também recebeu R$ 3,3 mil em auxílio emergencial. Chamou a atenção dos investigadores o fato de ela, mesmo não sendo sócia de nenhuma empresa, ter movimentado R$ 1,5 milhão entre janeiro de 2020 e junho de 2021.
Além disso, em fevereiro do ano passado, a moça sacou R$ 99,9 mil em espécie, referente ao pagamento de “funcionário do garimpo”.
Segundo a PF, essas informações indicam que a conta dela seria usada pelo pai para realizar transações. ( Metrópoles)
