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Foto: divulgação
Por: | 28/05/2023 18:08
A Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul, a Fetems, realizou debate com os candidatos e candidatas ao Governo do Estado nesta quarta-feira (14), no Teatro Dom Bosco, em Campo Grande. O evento colocou em foco a discussão sobre o passado e o futuro da educação no MS e, entre ataques e denúncias, algumas falas se destacaram. Mas quem ganhou o debate?
Importante para o processo democrático, o debate promovido pela Fetems foi aberto pela presidente Deumeires Morais e a mediação ficou a cargo do professor Ariovaldo Camargo. Todos os candidatos(as) estavam presentes: Adonis Marcos (PSOL), André Puccinelli (MDB), Capitão Contar (PRTB), Eduardo Riedel (PSDB), Giselle Marques (PT), Magno de Souza (PCO), Marquinhos Trad (PSD) e Rose Modesto (União Brasil).
Já no começo das perguntas André Puccinelli foi encurralado por Rose Modesto que, enquanto professora de história da rede de educação do estado, lembrou que o ex-governador já foi considerado inimigo da educação no MS, pois, em 2008, se juntou a outros quatro governadores que ajuizaram Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF (Supremo Tribunal Federal) para questionar o piso salarial de R$ 950 para professores na educação básica.
Rose Modesto pode ser apontada como a grande vencedora da noite, com falas sólidas e respeitando o tempo, ela chamou a atenção pelo indiscutível preparo durante o debate, reafirmou sua trajetória política, criticou a atual gestão e defendeu a ampla participação do governo estadual no cuidado com a educação e com os profissionais da área.
O ex-prefeito da capital, Marquinhos Trad teve uma participação muito pouco convincente – parecia abalado. O tucano Riedel, que é o candidato de Reinaldo Azambuja (PSDB), foi vaiado ao se esquivar de resposta e atacar a mulher de Contar quando foi interpelado pelo candidato do PRTB sobre os processos de acusação de suposta propina paga ao governador pela JBS.
Magno de Souza falou da violência vivida dentro das escolas por crianças indígenas, denunciou a violência estatal e disse que mesmo não ganhando as eleições vai continuar na política.
Giselle Marques pareceu dissipar a atenção de sua própria participação para evidenciar o apoio a Lula (PT), parando até para responder algumas provocações do público. Já Adonis Marcos foi feliz em muitas falas, com destaque para ênfase dada ao poder que a educação tem para gerar a liberdade dos cidadãos e cidadãs. (folhadedourados)
