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Os candidatos à presidência da república, Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. Arte/CNN - Foto Lula: Ricardo Stuckert/ Foto Bolsonaro: Rodrigo Paiva/Getty Images
Por: | 28/05/2023 18:08
Cientistas políticos entrevistados pela CNN nesta semana avaliam que um dos desafios dos candidatos que disputam o segundo turno das eleições à Presidência da República será converter em votos os anúncios de apoio feitos nos últimos dias por ex-presidenciáveis, governadores eleitos e parlamentares.
O cientista político Renato Dolci afirmou neste sábado (8) que a migração de votos para os candidatos à Presidência por meio do apoio de governadores eleitos é “muito difícil”.
“Um elemento bastante expressivo é que esses apoios refletem muito da estratégias do que as campanhas devem buscar para esse segundo turno”, disse Dolci à CNN. “Agora se isso leva, de fato, a uma migração de votos? É muito difícil a gente ver isso com um apoio direto. Até porque Minas Gerais, por exemplo, é um caso em que Lula venceu no estado, mas o Zema se reelegeu”, acrescentou.
O cientista político também analisou os possíveis impactos de outros apoios obtidos pelos presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL).
“Bolsonaro, de alguma forma, está tentando buscar palanques no Nordeste, não conseguiu. Isso dificulta a chance de ele aumentar a parcela de votação dele na região. Em compensação, ter os candidatos fortes do Sudeste facilita para ele, na medida em que ele mesmo conseguiu ter uma votação expressiva e ter o apoio do Romeu Zema, por exemplo, que entra nesse contexto de ajudar na campanha”, concluiu. (CNN)
