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Em nome da coerência Dória abandona o PSDB que o traiu


Foto: suno Por: | 28/05/2023 18:08

O ex-governador de São Paulo não podia tomar outra atitude. Depois de ter sido traído pelo seu partido como nunca antes na história desse país um governador assim o foi ele tinha mesmo que se desfiliar. É verdade que ele próprio tem sua parcela de culpa. Assim como a petista Dilma Rousseff não teve jogo de cintura para lidar com o Congresso, e sofreu impeachment, Doria também não sou lidar com seus correligionários tucanos. Quando era o então poderoso governador do estado amis forte do país, e tendo elegido o presidente da legenda, Doria ignorou tucanos de todas as matizes, da velha guarda, aos parlamentares de seu estado e de outras regiões.

Errou ao considerar que o mineiro Aécio Neves não tinha mais poder de articulação no PSDB e tentou expulsá-lo da legenda de forma humilhante, criando um inimigo poderoso no tucanato. A velha guarda, liderada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo senador José Serra, poderia defendê-lo quando sofreu ataque especulativo de seu então vice-governador, Rodrigo Garcia, aliado ao presidente nacional da legenda, Bruno Araújo, que ele colocou no cargo.

Mas nem a velha guarda, nem os aliados de Bruno quiseram defendê-lo e Doria se viu obrigado a entregar o governo de São Paulo a Rodrigo Garcia, que já havia acertado com o MDB e o Cidadania o apoio à candidatura de Simone Tebet. Humilhado e traído, João Doria Junior se recolheu durante a campanha eleitoral. Agora anuncia a sua desfiliação. Mas o PSDB também sai da história derrotado, com um resultado pífio nacionalmente e até em São Paulo, onde o partido entregará 28 anos de reinado no estado ao bolsonarismo ou ao PT. (Thales Faria, uol-19.10.2022)




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